CIA rompeu regras sobre pesquisas com humanos para torturar suspeitos
A presença de médicos do serviço secreto durante interrogatórios reforça a denúncia de que os agentes burlaram normas internas para torturar suspeitos de terrorismo
Os profissionais do Escritório de Serviços Médicos da CIA estavam presentes nas sessões de interrogatórios para aconselhar agentes sobre a resistência física e psicológica dos suspeitos, conforme revelou, no ano passado, um relatório da Comissão de Inteligência do Senado dos EUA. A presença dos médicos foi determinada por George Tenet, um ex-diretor da CIA que aprovou as técnicas de tortura elaboradas por uma equipe de psicólogos terceirizada. Sob o pretexto de que utilizava "técnicas avançadas de interrogatórios", Tenet liberou o uso de práticas abusivas para obter informações ou confissões de suspeitos. Entre elas estava o afogamento simulado (waterboarding).
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Em resposta à informação publicada pelo Guardian, um porta-voz da CIA afirmou que "a CIA manteve as diretrizes internas interpretando a norma de forma contínua desde 1987 até o presente momento". "Apesar de algumas diretrizes terem sofrido emendas a partir do 11 de setembro, não houve mudança nas disposições em relação à experimentação com humanos. Elas também não foram redigidas em resposta ao programa de interrogatórios e detenções", disse o porta-voz Ryan Trapani.
(Com agência EFE)
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