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Ex-presidente da Sete Brasil se cala em CPI

João Carlos Ferraz é acusado de receber propina de contratos da empresa, que tinha a Petrobras como principal cliente

PRÓXIMO ALVO - O ex-presidente da Sete João Carlos Ferraz tinha contato estreito com Lula e com o ex-deputado André Vargas: na empresa, o interlocutor das empreiteiras era Barusco, homem-chave do esquema
O ex-presidente da Sete João Carlos Ferraz: contato estreito com Lula e com o ex-deputado André Vargas
Ex-presidente da Sete Brasil, João Carlos Ferraz se recusou nesta terça-feira a responder perguntas dos parlamentares da CPI da Petrobras. Ele havia sido convocado a falar sobre os desvios em contratos da empresa (que tem capital misto e participação societária da própria Petrobras), mas não colaborou com os trabalhos da comissão.
Segundo Pedro Barusco, que foi diretor na Sete Brasil e admite ter negociado propina, Ferraz também participava do esquema que desviava 1% dos contratos firmados pela empresa para a construção de sondas - e que tinham a Petrobras como cliente em quase 100% dos casos. Do valor, dois terços iam para o PT e um terço era dividido entre Barusco, Ferraz e Eduardo Musa, que era diretor de participações da Sete Brasil.
O deputado André Moura (PSC-SE), sub-relator responsável pelas investigações sobre a Sete na CPI, criticou Ferraz: "Vossa senhoria veio para ficar calado porque sabe que é culpado. Veio de forma desrespeitosa com a CPI e o povo brasileiro. Vossa senhoria é criminoso, é culpado e não deveria estar aqui, em meio à sociedade".

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