Operação militar ucraniana deixa 'vários mortos'
Exército ucraniano informa que acabaram os ultimatos para ativistas pró-Rússia deixarem as ocupações de prédios públicos no Leste do país
As tensões subiram nos últimos dias no Leste da Ucrânia, onde os separatistas pró-russos tomaram prédios e delegacias em diversas ações aparentemente coordenadas em pelo menos dez cidades. Tanto observadores e diplomatas ocidentais quanto a Rússia declararam que o país está à beira de uma guerra civil. O prazo fixado – até a manhã desta segunda-feira – para que manifestantes deixassem as ocupações e abandonassem suas armas venceu sem nenhum sinal de isso fosse acontecer.
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O chefe da operação em curso – chamada pelo governo de "antiterrorista" –, o general Vasyl Krutov, advertiu as milícias pró-russas que “não haverá mais ultimatos” e que o Exército ucraniano “combaterá os invasores estrangeiros”. Para o general, “ultimatos são assuntos de civis e a operação agora é militar”. Krutov, que é general dos serviços secretos ucranianos, estimou que cerca de “300 homens armados atuam no Leste da Ucrânia, principalmente em Slaviansk”, cidade da região oriental de Donetsk e próxima à fronteira com a Rússia. “Vamos combatê-los porque são invasores estrangeiros, bandidos e terroristas”, assinalou o general. Neste momento, pelo menos 20 blindados do Exército ucraniano já se encontram em Izium, a cerca de 40 quilômetros da cidade de Slaviansk. Os blindados, que trazem bandeiras ucranianas, se encontram estacionados em um cruzamento de uma estrada. Pelos menos dois helicópteros de transporte militar também foram avistados por jornalistas na região.
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Otan – O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, disse que a aliança e a União Europeia (UE) precisam aumentar a cooperação por causa da incerteza sobre o que a Rússia pode fazer na sequência dos atuais acontecimentos no Leste da Ucrânia. Rasmussen foi a Luxemburgo nesta terça para informar ministros da Defesa da UE sobre o que a Otan está fazendo para combater o que os países ocidentais chamam de campanha russa de pressão e intimidação contra a Ucrânia.
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O secretário-geral disse que a Otan planeja uma resposta tripla: "planos de defesa reforçados, exercícios avançados e preparação adequada de forças militares" para tranquilizar membros da Otan próximos da Rússia. Perguntado se a Otan cederia bases militares a seus Estados-membros do Leste Europeu, Rasmussen disse que era muito cedo para entrar em detalhes. "Mas ninguém dúvida da nossa determinação de assegurar proteção de defesa eficaz a todos os aliados”.
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