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Abe: Japão e China devem evitar erros de alemães e britânicos na I Guerra

Premiê japonês fez paralelo entre tensões atuais e divergências que levaram Grã-Bretanha e Alemanha ao conflito, ignorando fortes laços econômicos

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, no Fórum Econômico Mundial
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, no Fórum Econômico Mundial (Reuters)
Ao falar sobre as tensões entre Japão e China, em um evento paralelo ao Fórum Econômico Mundial em Davos, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, avaliou que os dois países enfrentam uma “situação militar” à de Grã-Bretanha e Alemanha nos anos que antecederam a I Guerra Mundial. Ele explicou a comparação dizendo que japoneses e chineses não devem repetir os erros de britânicos e alemães, que lutaram um contra o outro na I Guerra Mundial, mesmo mantendo fortes laços econômicos, informou o jornal Financial Times.
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O premiê japonês deixou claro que qualquer conflito com a China seria um desastre e criticou o aumento dos gastos do governo chinês na área militar – que, segundo Abe, tem aumentado cerca de 10% ao ano e são uma fonte de instabilidade na região. Acrescentou que o Japão gostaria de reforçar seus laços militares com os Estados Unidos.
A China criticou a referência histórica feita por Abe. "Seria melhor analisar o que o Japão fez com a China antes da guerra e na história recente em vez de ficar falando sobre as relações entre britânicos e alemães no período anterior à I Guerra", disse Qin Gang, porta-voz do Ministério do Exterior.
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As relações sino-japonesas, há muito prejudicadas pelo que Pequim vê como a falta de reparação japonesa pela ocupação de parte do território chinês nas décadas de 1930 e 1940, pioraram recentemente devido à disputa territorial por um arquipélago localizado no Mar da China Oriental, à desconfiança de Tóquio em relação aos investimentos militares chineses e à recente visita de Abe a um santuário aos soldados mortos durante conflitos armados entre 1853 e 1945, incluindo 14 notórios criminosos de guerra.
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A visita irritou a China, um dos países que sofreram domínio japonês. Abe afirmou que sua visita foi um simples tributo aos japoneses que morreram em várias guerras e ressaltou seu apelo para que o Japão “nunca lute em uma guerra de novo”. A visita de Abe ao santuário, em 26 de dezembro, resultou em um raro comunicado do aliado Estados Unidos reprovando a atitude japonesa. "O Japão é um aliado e amigo. No entanto, os Estados Unidos estão decepcionados com o fato de que seu líder haja realizado uma ação que agravará as tensões com os vizinhos do Japão", declarou a Embaixada americana em Tóquio em comunicado.
China e Japão, respectivamente segunda e terceira maiores economias do mundo, registraram 334 bilhões de dólares em comércio bilateral em 2012, segundo dados do governo japonês.
(Com agência Reuters)

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