Uso de armas químicas na Síria seria crime ultrajante, diz secretário da ONU
Segundo o governo norte-americano, regime sírio poderia estar se preparando para usar gás venenoso em conflito
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse
nesta sexta-feira, 7, que não tinha conhecimento de quaisquer relatórios
confirmando que o presidente sírio, Bashar al-Assad, esteja se preparando para
usar armas químicas, mas que, se ele fez isso seria um "crime ultrajante".
"No entanto, se for assim, então, será um crime ultrajante à humanidade", disse ele. "Eu sei que muitos líderes mundiais pediram a ele que não use (as armas químicas) e o preveniram de que isso teria enormes consequências."
Ban disse ter conversado na quinta-feira com o diretor da Organização para a Proibição de Armas Químicas sobre os meios de investigar as denúncias, mas ainda não há nenhum plano concreto para isso.
Ele pediu que as potências mundiais e o Conselho de Segurança se unam e tomem medidas para acabar com o conflito sírio e acrescentou que só uma solução política poderia interromper o derramamento de sangue no país.
Mas Ban observou que a comunidade internacional ainda não começou a discutir a possibilidade de organizar uma saída segura de Assad e sua família da Síria, caso sele seja convencido a deixar o país.
Veja
também:
Rússia
e EUA buscam solução 'criativa' para Síria, diz diplomata
Assad
estuda asilo na América Latina, diz jornal
'Desesperado',
Assad poderia recorrer a armas químicas, diz Hillary
Vários países ocidentais alertaram esta semana o
governo de Assad para que não use armas químicas. Muitos citaram dados de
inteligência que, segundo o governo norte-americano, mostram que o regime
sírio poderia estar se preparando para usar gás venenoso.
"Recebemos recentemente notícias alarmantes de que o governo da Síria pode
estar se preparando para usar armas químicas. Nós não temos relatos confirmados
sobre esse assunto", disse o secretário da ONU, depois de visitar um campo de
refugiados sírios na Turquia. "No entanto, se for assim, então, será um crime ultrajante à humanidade", disse ele. "Eu sei que muitos líderes mundiais pediram a ele que não use (as armas químicas) e o preveniram de que isso teria enormes consequências."
Ban disse ter conversado na quinta-feira com o diretor da Organização para a Proibição de Armas Químicas sobre os meios de investigar as denúncias, mas ainda não há nenhum plano concreto para isso.
Ele pediu que as potências mundiais e o Conselho de Segurança se unam e tomem medidas para acabar com o conflito sírio e acrescentou que só uma solução política poderia interromper o derramamento de sangue no país.
Mas Ban observou que a comunidade internacional ainda não começou a discutir a possibilidade de organizar uma saída segura de Assad e sua família da Síria, caso sele seja convencido a deixar o país.
Comentários
Postar um comentário