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Coreia do Norte promete novos lançamentos de foguetes


Ignorando as críticas da comunidade internacional, o ditador Kim Jong-un comemorou o sucesso da operação realizada na última quarta-feira


Em foto divulgada pela agência oficial do regime, Kim Jong-un aparece cumprimentando membros da equipe que participou do lançamento do Unha-3
Em foto divulgada pela agência oficial do regime, Kim Jong-un aparece cumprimentando membros da equipe que participou do lançamento do Unha 3

Empolgado com o bem-sucedido lançamento do foguete de longo alcance Unha-3 na última quarta-feira, o ditador norte-coreano Kim Jong-un expressou nesta sexta a intenção de colocar outros satélites na órbita da Terra. De acordo com a agência de notícias estatal KCNA, o governante destacou a importância de novos lançamentos “para desenvolver a ciência, a tecnologia e a economia do país".

Leia mais:
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ONU condena lançamento e avalia resposta 'apropriada'

Kim Jong-un, que assumiu o poder após a morte de seu pai, Kim Jong-il, há um ano, afirmou que o sucesso da operação consolidou o status da Coreia do Norte como uma potência espacial com “o mais alto nível em ciência e tecnologia e vanguarda” e defendeu o direito do país de utilizar o espaço “com fins pacíficos”.

Reações - As novas declarações do governante norte-coreano devem elevar ainda mais a tensão na Ásia e são também um desafio às críticas e ameaças que o regime recebeu depois do lançamento de quarta. Embora Pyongyang insista que a empreitada teve fins pacíficos – colocar um satélite meteorológico em órbita –, grande parte da comunidade internacional considera que a operação encobriu um teste com mísseis balísticos, violando resoluções da ONU que proíbem a Coreia do Norte de desenvolver esse tipo de tecnologia.

Em reunião de emergência realizada após o lançamento, o Conselho de Segurança da ONU condenou a empreitada norte-coreana e informou que avalia "respostas apropriadas" para as violações cometidas por Pyongyang. Enquanto isso, a Coreia do Sul alertou que o foguete da nação vizinha possuía um alcance de 10 mil quilômetros, suficiente para atingir a costa oeste dos EUA, e advertiu sobre o risco de um projétil dessa capacidade ser usado como arma nuclear.

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