Kerry critica o comércio de escravos feito pelos jihadistas
Em uma reunião com mais de 20 países da coalizão internacional, o presidente Obama disse que a campanha contra o Estado Islâmico será de 'longo prazo'
Na edição mais recente de sua revista de propaganda, Dabiq, o grupo jihadista admite pela primeira vez de forma aberta que está entregando como escravos integrantes da comunidade yazidi, que pratica uma religião sincretista. Dezenas de milhares de yazidis, uma minoria que vive principalmente na região norte do Iraque, se viram obrigados a abandonar suas casas após quatro meses de ofensiva jihadista na região.
Leia também
Ataque turco contra curdos complica combate ao EI
Coalizão retoma bombardeios, mas Turquia hesita em atacar o EI
Xiitas são acusados de crimes de guerra na luta contra o EI
EI tenta justificar o injustificável: a escravização de mulheres
‘Campanha de longo prazo’ – O presidente americano, Barack Obama, afirmou que houve um "importante sucesso" na coalizão liderada pelos EUA de combate ao grupo extremista EI. Ele alertou, contudo, que vão acontecer contratempos e que a "campanha é de longo prazo". Obama se reuniu com chefes militares de mais de vinte países da coalizão nesta terça-feira, na base da Força Aérea americana em Maryland, para discutir estratégias após o recente avanço do grupo extremista na cidade síria curda de Kobani e na província iraquiana de Anbar. Mais cedo, a coalizão liderada pelos EUA lançou 21 bombardeios aéreos na área de Kobane.
"Bombardeios aéreos vão continuar nas duas áreas", afirmou Obama. A Casa Branca afirmou que o presidente não quer que Kobani seja domina pelos jihadistas e iria considerar um pedido de oficias militares para intensificar a campanha militar a fim de que isso não aconteça. Um oficial militar afirmou que autoridades internacionais discutiram "táticas em diversas frentes", mas endossaram a atual estratégica.
A aliança enfrenta um novo desafio com o lançamento de bombardeios aéreos pela Turquia contra rebeldes curdos dentro da fronteira do país, prejudicando planos americanos de focarem os ataques nas milícias do Estado Islâmico. Os EUA têm pressionado a Turquia para assumir um papel mais ativo na campanha para destruir o grupo extremista.
( Reuters)
Comentários
Postar um comentário