EUA omitiram que soldados se feriram com armas químicas no Iraque
Tropas entraram em contato com armamento velho, fabricado em colaboração com o Ocidente. Omissão oficial dificultou tratamento médico adequado
Soldado americano entrega arma ao retornar do Iraque
No total, os soldados dos EUA encontraram cerca de 5.000 armas químicas, entre projéteis e bombas para serem usadas em aviões, relatam os depoimentos de doze pessoas e documentos do governo obtidos pelo jornal. “Os EUA tinham ido à guerra declarando que deveriam acabar com as armas de destruição em massa ativas. No entanto, os soldados americanos foram encontrando e sendo vítimas dos restos de programas abandonados há muito tempo, construídos com estreita colaboração do Ocidente”, afirma o jornal.
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Segundo o jornal, as armas eram sobras de um programa iraquiano lançado nos anos 80 durante a guerra Iraque-Irã (1980 – 1988), e fabricadas antes de 1991. Na época da guerra, o governo e empresas bélicas dos Estados Unidos apoiaram o Iraque. O jornal reporta ter encontrado ao menos dezessete oficiais americanos e outros sete policiais iraquianos expostos a gás mostarda após 2003. O número é ligeiramente superior aos dados oficiais, segundo afirmaram as fontes. De acordo com o jornal, o Pentágono não quis se pronunciar sobre o conteúdo da reportagem.
“Os segredos do governo, afirmam as vítimas e participantes, impediu que os soldados recebessem informações médicas adequadas e o reconhecimento oficial por seus ferimentos”, indica o NYT. “Essas revelações são motivo de preocupação agora que o Estado Islâmico controla boa parte do território onde foram encontradas essas armas”, conclui a reportagem.
(Com agência EFE)
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