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ONG acusa forças ucranianas de usar munição proibida

Human Rights Watch apontou uso de bombas de fragmentação em Donetsk

A Human Rights Watch afirma ter recolhido indícios de que forças do governo ucraniano utilizaram munição de fragmentação nos combates contra separatistas no leste do país. Segundo a ONG, parte dos ataques com o uso desse tipo de munição ocorreu em Donetsk.
Kiev negou as acusações. “Nós não utilizamos munições de fragmentação. Elas podem ser apenas utilizadas pela aviação, e nossa aviação não voou desde o anúncio de um cessar-fogo em 5 de setembro”, disse o porta-voz militar ucraniano Andriy Lysenko.
Bombas de fragmentação costumam se dividir no ar, espalhando dezenas de projéteis menores que por sua vez provocam outras explosões, aumentando o número de vítimas. Mais de 100 países, a maioria europeus, proibiram a fabricação desse tipo de armamento e baniu seu uso nos campos de batalha. A proibição teve como base uma convenção internacional de 2008 que não foi assinada pela Ucrânia.
A ONG explicou ter feito uma investigação ao longo de uma semana no leste ucraniano, onde mais de 3.000 pessoas foram mortas no conflito desde abril, e documentou o uso indiscriminado de munições de fragmentação.
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A Human Rights Watch disse que não podia determinar de forma conclusiva a responsabilidade de vários ataques, mas “as provas apontam para a responsabilidade de forças do governo por vários ataques com munição de fragmentação” em Donetsk.
“É chocante ver uma arma que a maioria dos países baniu ser utilizada tão amplamente no leste da Ucrânia”, disse Mark Hiznay, pesquisador sênior de armamentos da organização. “Autoridades ucranianas têm de assumir o compromisso imediato de não utilizar munição de fragmentação e assinar o tratado para bani-la."
Yanukovich – O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, promulgou nesta terça-feira uma lei que deve permitir que o ex-presidente Viktor Yanukovich seja processado à revelia. "Assinei a lei que permitirá julgar Yanukovich", informou Poroshenko em sua conta no Twitter. Ele assumiu o cargo em maio, três meses depois da derrubada de Yanukovich.
A lei, aprovada pelo Parlamento no último dia 7, permitirá à Justiça o indiciamento de qualquer acusado, mesmo à revelia, e também o confisco de seus bens. "A partir de amanhã, a procuradoria e os tribunais terão finalmente a possibilidade de colocar no banco dos réus aqueles que roubaram o povo (...) para que assumam a responsabilidade pelos crimes cometidos contra o povo ucraniano”, acrescentou Poroshenko.
Yanukovich foi destituído no final de fevereiro em meio a protestos contra seu governo que resultaram em confrontos em Kiev, provocando a morte de mais de 100 pessoas e deixando centenas de desaparecidos.
A Procuradoria Geral da Ucrânia lançou uma ordem de busca e captura internacional contra o ex-chefe de Estado, que se refugiou na Rússia. Cassado pelo Parlamento, o ex-presidente poderá responder pelo uso da força por parte dos policiais contra os manifestantes.
Kiev também pediu ao Tribunal Internacional de Haia que processe Yanukovich e outros funcionários do alto escalão do antigo regime por crimes contra a humanidade.
(Com agências Reuters e EFE)

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