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Kerry diz que situação atual entre palestinos e Israel é 'insustentável'

Secretário de Estado dos EUA está em Berlim em visita oficial. Em Jerusalém, ministros mais moderados querem a volta das negociações com os palestinos

John Kerry, secretário de Estado americano, durante rodada de negociações em Genebra
John Kerry, secretário de Estado americano 
O secretário de Estado americano John Kerry disse nesta quarta-feira que as relações atuais entre Israel e a Palestina são "insustentáveis", e que os Estados Unidos estão conscientes da urgência da situação. "A situação atual, o status quo, é insustentável", disse ele em uma entrevista coletiva conjunta com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, em Berlim. Ele acrescentou que é necessário encontrar uma maneira de negociar e disse que os EUA continuariam com esses esforços: "Obviamente, nós entendemos a urgência disso", disse ele.
A visita de Kerry à Alemanha é marcada de simbolismo por ser pouco antes do 25 º aniversário da queda do Muro de Berlim, comemorado no próximo mês. Nesta quarta, o secretário de Estado irá ainda se encontrar com chanceler alemã Angela Merkel. Os laços entre Berlim e Washington ficaram abalados depois da revelação que agências de espionagem americanas bisbilhotaram as comunicações de funcionários do governo alemão e invadiram inclusive o celular de Merkel.
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Questão palestina – Os ministros israelenses de Finanças, Yair Lapid, e de Justiça, Tzipi Livni, revelaram que criarão uma frente no Parlamento para encorajar uma solução negociada com os palestinos e tentar reativar a política secularista que ambos defendem. O pacto, que segundo alguns comentaristas poderia abrir a porta para algum tipo de coalizão entre seus partidos, Yesh Atid e Hatenua, já pensando nas próximas eleições, consolidará uma frente de 25 cadeiras, dentro de uma coalizão do governo que tem 68.
Livni contou em entrevista ao jornal Yedioth Ahronoth que nas últimas semanas conversou com Lapid e que ambos compartilham o mesmo interesse de que o governo volte à mesa de negociações com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Israelenses e palestinos abandonaram as negociações de paz no começo do ano, e não há perspectivas que as partes retomem o diálogo. O acordo entre os políticos consiste em manter a disciplina parlamentar nas votações relacionadas com o processo de paz, afetado no último ano por propostas de lei da direita nacionalista que encorajaram a colonização e pelo controle mais efetivo de Israel sobre a parte leste de Jerusalém. Vários deputados dos partidos de Lapid e Livni ameaçaram convocar as instâncias partidárias para tirá-los do governo de Netanyahu se eles não colaborassem na busca de soluções de paz.
Após um recesso de vários meses, o Parlamento israelense começará o período de sessões de inverno semana que vem, que deve ser bastante turbulento pela chance de convocação de eleições antecipadas. Outra possibilidade é a de Netanyahu se desassociar dos partidos de Livni e de Lapid, ambos de centro, para abrir espaço para os ultra-ortodoxos, e com eles tentar terminar a legislatura de quatro anos iniciada em 2013. Os principais analistas políticos do país acreditam que o governo, com sua atual composição, esgotou seus dias.
(Com agências Reuters e EFE)

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