Otan: reforço militar no leste é uma resposta à Rússia
Secretário-geral da aliança militar ocidental acusou diretamente Moscou de estar por trás dos separatistas ucranianos e disse que Europa irá se defender
Um caça militar português é fotografado ao lado de um canadense, durante uma missão de policiamento da OTAN, dentro do espaço aéreo da Lituâ (AP)
Os ministros discutirão a preparação de uma nova força que poderá ser desdobrada em questão de dias nas fronteiras do leste e sul da Otan, além do estabelecimento de seis unidades de comando e controle em seis Estados-membros no leste da Europa. “Isto responde às ações da Rússia violando a lei internacional e anexando a Crimeia [península ucraniana]”, afirmou Stoltenberg, para quem a organização tem que adaptar sua “postura e forças, pois o mundo mudou, mais precisamente o entorno de segurança da Europa”, disse em referência à Rússia.
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Stoltenberg explicou que a nova força de alta disposição da Otan, conhecida como 'ponta de lança', permitirá o desdobramento em dias de 5.000 soldados para fazer frente a qualquer ameaça, vinda do leste (Rússia) ou do sul (Oriente Médio ou África). Além disso, as unidades de comando e controle, que não teriam mais de 40 militares e manteriam no terreno material necessário para facilitar o desdobramento de mais tropas, serão instaladas na Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia e Bulgária.
“Este é um momento muito crítico para a segurança da Europa e de todo o mundo. Na Ucrânia a violência está piorando e a crise está se aprofundando. A Rússia segue sendo omissa em relação às normas internacionais e apoia os separatistas com armamento avançado, treinamento e soldados”, acusou. “Enquanto isso, no norte da África e Oriente Médio, o extremismo violento está se estendendo e em nossos próprios países houve atos terroristas”, completou.
Diplomacia – O presidente francês, François Hollande, disse que ele e a chanceler alemã, Angela Merkel, visitarão Kiev nesta quinta-feira e irão a Moscou na sexta para propor aos governos ucraniano e russo uma solução “rápida e duradoura” para o conflito na Ucrânia. "Faremos uma nova proposta de solução sobre o conflito que se baseará na integridade territorial da Ucrânia", afirmou Hollande. Ele alertou, por outro lado, que a opção diplomática neste conflito não pode se prolongar por tempo indefinido. "Na Ucrânia há uma guerra. São utilizadas armas pesadas e todos os dias morrem civis", destacou.
(Com Estadão Conteúdo e Reuters
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