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Otan: reforço militar no leste é uma resposta à Rússia

Secretário-geral da aliança militar ocidental acusou diretamente Moscou de estar por trás dos separatistas ucranianos e disse que Europa irá se defender

Um caça militar português é fotografado ao lado de um canadense, durante uma missão de policiamento da OTAN, dentro do espaço aéreo da Lituânia
Um caça militar português é fotografado ao lado de um canadense, durante uma missão de policiamento da OTAN, dentro do espaço aéreo da Lituâ  (AP)
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, disse nesta quinta-feira que o plano de reforço na presença de tropas aliadas no leste da Europa é uma ação defensiva e uma resposta ao comportamento da Rússia na crise ucraniana, reporta a rede BBC. “Tudo o que fizermos para reforçar nossa proteção coletiva estabelecendo esta nova força de desdobramento rápido será defensivo”, disse Stoltenberg ao chegar para uma reunião de ministros da Defesa aliados em Bruxelas. “É uma reposta ao que vimos na Rússia durante algum tempo e corresponde a nossas obrigações internacionais”, acrescentou.
Os ministros discutirão a preparação de uma nova força que poderá ser desdobrada em questão de dias nas fronteiras do leste e sul da Otan, além do estabelecimento de seis unidades de comando e controle em seis Estados-membros no leste da Europa. “Isto responde às ações da Rússia violando a lei internacional e anexando a Crimeia [península ucraniana]”, afirmou Stoltenberg, para quem a organização tem que adaptar sua “postura e forças, pois o mundo mudou, mais precisamente o entorno de segurança da Europa”, disse em referência à Rússia.
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Stoltenberg explicou que a nova força de alta disposição da Otan, conhecida como 'ponta de lança', permitirá o desdobramento em dias de 5.000 soldados para fazer frente a qualquer ameaça, vinda do leste (Rússia) ou do sul (Oriente Médio ou África). Além disso, as unidades de comando e controle, que não teriam mais de 40 militares e manteriam no terreno material necessário para facilitar o desdobramento de mais tropas, serão instaladas na Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia e Bulgária.
“Este é um momento muito crítico para a segurança da Europa e de todo o mundo. Na Ucrânia a violência está piorando e a crise está se aprofundando. A Rússia segue sendo omissa em relação às normas internacionais e apoia os separatistas com armamento avançado, treinamento e soldados”, acusou. “Enquanto isso, no norte da África e Oriente Médio, o extremismo violento está se estendendo e em nossos próprios países houve atos terroristas”, completou.
Diplomacia – O presidente francês, François Hollande, disse que ele e a chanceler alemã, Angela Merkel, visitarão Kiev nesta quinta-feira e irão a Moscou na sexta para propor aos governos ucraniano e russo uma solução “rápida e duradoura” para o conflito na Ucrânia. "Faremos uma nova proposta de solução sobre o conflito que se baseará na integridade territorial da Ucrânia", afirmou Hollande. Ele alertou, por outro lado, que a opção diplomática neste conflito não pode se prolongar por tempo indefinido. "Na Ucrânia há uma guerra. São utilizadas armas pesadas e todos os dias morrem civis", destacou.
(Com Estadão Conteúdo e Reuters

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