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Protesto pede libertação do opositor López, preso há um ano

Representantes da oposição pedem que Leopoldo López e outros presos políticos venezuelanos sejam liberados

Manifestantes pedem libertação do opositor Leopoldo López, preso há um ano na Venezuela
Manifestantes pedem libertação do opositor Leopoldo López, preso há um ano na Venezuela - 18/02/2015 (/Reuters)
Se na Argentina as pessoas saíram às ruas nesta quarta-feira para pedir justiça e homenagear o promotor que denunciou Cristina Kirchner, na Venezuela o dia foi de protestos pela prisão do dirigente opositor Leopoldo López, que completou um ano. Os manifestantes se reuniram na praça José Martí, em Caracas, onde ele se entregou à polícia chavista durante a onda de protestos contra o governo de Nicolás Maduro.
Integrantes do movimento estudantil e da sociedade civil, junto com a oposição representada pela coalizão Mesa da Unidade Democrática e a mulher de López, Lilian Tintori, manifestaram apoio ao político. Uma grande faixa pedia a libertação do líder do partido Vontade Popular, enquanto sua mulher lembrou que há outros presos políticos na Venezuela – que, para Maduro, são políticos presos.
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Aos manifestantes, a mulher de López disse que, quando seus filhos perguntam até quando o pai ficará preso, ele responde sempre: “O tempo que for necessário até que a Venezuela esteja livre”.
Outra liderança opositora, Henrique Capriles não compareceu ao protesto, mas lembrou a data em sua conta no Twitter. Ele escreveu que López “foi sequestrado por uma Justiça podre”. Acrescentou que uma nova Assembleia Nacional, com maioria favorável à mudança, dará liberdade a todos os presos políticos. “Queremos um país onde não haja presos políticos, onde a Justiça funcione de maneira igual para todos”, expressou.
López é acusado de incitação à violência nos protestos do ano passado. Se for condenado, ele pode ficar até 10 anos atrás das grades. A situação que levou os venezuelanos às ruas não mudou: o país segue afundando em graves problemas econômicos, com escassez de produtos básicos, inflação elevada e altos índices de criminalidade.

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