Obama confirma que cogita enviar armas à Ucrânia
Presidente enfrenta pressões para oferecer armas letais de defesa a Kiev, mas países europeus insistem na necessidade de buscar solução diplomática
Presidente Barack Obama recebe a chanceler alemã Angela Merkel em Washington para discutir a crise na Ucrânia (Reuters)
Obama acrescentou que a Rússia violou “cada compromisso” assumido no acordo de Minsk – que deu origem a uma trégua, não respeitada. O presidente americano também disse que as sanções aplicadas contra Moscou “ainda não dissuadiram [Vladimir] Putin de seguir o caminho que está trilhando”.
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Nos Estados Unidos, alguns militares e políticos pressionam pelo envio de armas para ajudar a Ucrânia a interromper o avanço rebelde – vozes favoráveis ao armamento já se levantam no Congresso americano, dominado por republicanos. “Os ucranianos estão sendo massacrados e estamos enviando para eles cobertores e comida. Cobertores não servem contra tanques russos”, disse o senador John McCain durante uma conferência sobre segurança realizada em Munique no fim de semana.
Muitos países europeus, no entanto, expressam preocupação de que o envio de armas agrave o conflito no leste ucraniano. E preferem manter a pressão por meio de sanções econômicas que forcem Putin a aceitar algum pacto. “Eu entendo o debate, mas acredito que mais armas não vão levar ao progresso que a Ucrânia precisa”, disse Merkel, defendendo que todas as oportunidades para uma solução diplomática devem ser analisadas.
Nesta segunda, chanceleres europeus aprovaram proibição de visto e congelamento de ativos de mais separatistas ucranianos e russos. Mas decidiram esperar até o próximo dia 16 para impor as medidas – com isso, pretendem dar mais tempo para as conversas de paz.
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Enquanto nega as acusações de envios de tropa e suprimentos para os separatistas, Putin culpa o Ocidente pela crise que já tirou a vida de mais de 5.300 pessoas e forçou 1,5 milhão a deixar suas casas. Só nas últimas 24 horas, no leste do país, dezesseis pessoas, incluindo sete civis, foram mortos em confrontos.
O governo ucraniano denunciou que 1.500 soldados russos e comboios militares cruzaram a fronteira entre os dias 7 e 8 de fevereiro. O porta-voz da operação militar contra os separatistas pró-Rússia do leste da Ucrânia afirmou também que 300 peças de armamento pesado, incluindo plataformas de lançamento de mísseis, entraram no território ucraniano.
(Com agências Reuters, France-Presse , EFE e Estadão Conteúdo)
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