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Candidatos à presidência de Honduras descartam desvalorizar a moeda

Governista Juan Hernández e opositora Xiomara Castro criticam exigência do FMI para novo empréstimo

22 de novembro de 2013 | 17h 16
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O Estado de S. Paulo
TEGUCIGALPA - O candidato do governo à presidência de Honduras, Juan Orlando Hernández, descartou nesta sexta-feira, 22, desvalorizar a moeda do país caso ganhe as eleições deste domingo. A medida foi um pedido do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao atual governo como condição para um novo acordo.
Eleições presidenciais ocorrem domingo em Honduras - Jorge Cabrera/Reuters
Reuters
Eleições presidenciais ocorrem domingo em Honduras
Honduras, que vive uma grave crise econômica, firmou um acordo com o FMI em 2010 para obter um financiamento de US$ 202 milhões que venceu em março de 2012. Como não cumpriu todas as metas acordadas, o país não pode fazer um novo acordo.
Questionado se cumpriria todas as exigências do FMI, como desvalorizar a moeda, acabar com monopólios estatais e reduzir a burocracia governamental, Hernández respondeu que "algumas (exigências) não". "Algumas receitas do Fundo já se provou que não são efetivas...sobre o tema da desvalorização, não será uma opção para nós."
Hernández afirmou que os detalhes do acordo que buscará se for eleito só serão conhecidos após as eleições.
A candidata opositora Xiomara Castro, mulher de Manuel Zelaya, também afirmou que não iria desvalorizar a moeda do país e declarou que irá ao FMI para melhorar a situação econômica hondurenha caso seja eleita. A dívida interna de Honduras mais do que quadruplicou nos últimos seis anos para US$ 2,9 milhões.
As eleições deste domingo ocorre em meio a uma grande violência por parte dos cartéis de drogas. No país ocorrem mais de 85 homicídios por cada 100 mil habitantes, a taxa mais alta do mundo./ REUTERS

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