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Fracassa quinta negociação das Coreias sobre Kaesong

Complexo industrial era o único projeto vigente entre os países vizinhos

Negociadores das duas Coreias em encontro realizado nesta segunda-feira
Negociadores das duas Coreias em encontro realizado nesta segunda-feira
Representantes das duas Coreias encerraram nesta segunda-feira com um novo fracasso seu quinto encontro realizado este mês para reabrir o complexo industrial de Kaesong. Diante do impasse, eles se reunirão de novo na quinta-feira, informou uma porta-voz do Ministério da Unificação de Seul.
Nas quatro reuniões anteriores, realizadas nos dias 6, 10, 15 e 17 de julho, os representantes das duas Coreias também não conseguiram superar suas diferenças, por isso as negociações não mostraram até agora qualquer progresso.
Leia também: Negociação fracassa e Coreia do Norte joga a culpa no Sul
O Sul exigiu em todos os encontros medidas de salvaguarda para prevenir um novo fechamento unilateral como o que aconteceu em abril passado, quando o Norte retirou seus 54.000 trabalhadores durante uma intensa campanha de hostilidades.
Além disso, Seul afirma que, para reabrir Kaesong, é necessário que Pyongyang consiga criar um marco institucional para proteger as empresas e internacionalizar o complexo para que empresas de outros países invistam, o que daria maiores garantias aos empresários. A Coreia do Norte, por sua vez, exigiu a reabertura do complexo industrial o mais rápido possível e sem condições prévias.
Projeto - Com isso, as duas Coreias mostraram mais uma vez que suas posturas permanecem as mesmas, o que torna difícil chegarem a um acordo a curto ou médio prazo para reabrir o que até seu fechamento, em abril, era o único projeto conjunto vigente entre ambos.
O fechamento do complexo continua significando perdas no valor de mais de 900 milhões de dólares para as empresas sul-coreanas, enquanto o governo do norte deixou de receber vários milhões de dólares em deduções dos salários de seus operários.
Kaesong, que operou de forma quase ininterrupta desde sua abertura em 2005 até seu fechamento em abril, abrigava 123 empresas da Coreia do Sul, que fabricavam produtos aproveitando a mão de obra barata - com salários de cerca de 130 dólares por mês - dos empregados do Norte.

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