EUA lançam retomada de negociação de paz entre israelenses e palestinos
Secretário de Estado dos EUA afirmou que negociadores devem se encontrar em Washington
AMÃ - O secretário de Estado americano, John Kerry, anunciou nesta
sexta-feira, em Amã, na Jordânia, as bases para a retomada nas negociações de
paz entre israelenses e palestinos, interrompidas desde 2010. Representantes do
primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu e o presidente da Autoridade
Palestina, Mahmoud Abbas se reunirão em Washington nos próximos dias para
discutir o tema.
De acordo com Kerry, tanto Abbas quanto Netanyahu fizeram concessões
importantes e, se tudo ocorrer conforme o esperado, a reunião de Washington
ocorrerá sem problemas e terá o principal negociador palestino, Saeb Erekat, e a
ministra da Justiça de Israel, Tzipi Livni.
"Em nome do presidente Barack Obama, estou feliz em anunciar que alcançamos um acordo que estabelece as bases para retomar as negociações para retomar as negociações das questões ainda em aberto entre palestinos e israelenses", disse Kerry. "Isso é significativo e nós damos as boas-vindas a esse passo, O acordo ainda está sendo finalizado e, por ora, não falaremos de detalhes."
O chefe da diplomacia americana fez o pronunciamento em Amã, na Jordânia, após retornar de um terceiro encontro em quatro dias com Abbas em Ramallah, na Cisjordânia. Antes de se encontrar com o presidente palestino, Kerry passou horas reunido com Erekat.
Do lado israelense, Netanyahu recebeu na quinta-feira um telefonema de Obama, no qual foi pressionado a aceitar um retorno às negociações de paz.
O principal ponto de discórdia entre os dois lados envolve as fronteiras de um futuro Estado palestino. A AP quer que a negociação tenha como base as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, enquanto o Likud, partido de Netanyahu, rejeita a proposta. Ao longo dos últimos 40 anos, milhares de colonos judeus ocuparam terras além dessas fronteiras na Cisjordânia.
A proposta americana envolveria, segundo a imprensa israelense, a troca desses territórios palestinos ocupados por outras faixas de terra, e o reconhecimento por parte do novo Estado árabe da existência de Israel, ainda que publicamente Abbas e Netanyahu neguem concordar com isso enquanto as conversas estiverem em andamento.
Kerry e sua equipe de diplomatas passaram cinco meses trabalhando num pacote de incentivos econômicos e de segurança para os dois lados, além de inúmeros gestos políticos para reaproximar os dois lados. Esses incentivos ganharam força após terem sido respaldados, na quarta-feira, pela Liga Árabe. Na sexta-feira, no entanto, a AP ainda se mostrava reticente aos incentivos. A principal objeção de Erekat é a incerteza sobre a concordância de Israel em começar a discussão com base nas fronteiras de 1967.
O gabinete de Netanyahu preferiu não comentar a questão. O deputado do Likud Tzachi Hanegbi disse à Rádio Israel que o país "nunca retornará às fronteiras de 1967", quando Jerusalém - sagrada para judeus e muçulmanas - era dividida. "Assim que as negociações começaram, temos de discutir tudos, mas rejeitamos as precondições dos palestinos", disse o parlamentar.
Na Europa, enquanto Kerry prosseguia com sua ofensiva diplomática no Oriente Médio, a União Europeia anunciou um plano para deixar de financiar e cooperar com instituições que atuam nos territórios ocupados por Israel após a Guerra dos Seis Dias. Em condição de anonimato, um membro do governo americano disse que a medida "não ajuda" nas negociações.
Mandel Ngan/Reuters
Kerry tenta retomar negociação entre Israel
e Palestina
"Em nome do presidente Barack Obama, estou feliz em anunciar que alcançamos um acordo que estabelece as bases para retomar as negociações para retomar as negociações das questões ainda em aberto entre palestinos e israelenses", disse Kerry. "Isso é significativo e nós damos as boas-vindas a esse passo, O acordo ainda está sendo finalizado e, por ora, não falaremos de detalhes."
O chefe da diplomacia americana fez o pronunciamento em Amã, na Jordânia, após retornar de um terceiro encontro em quatro dias com Abbas em Ramallah, na Cisjordânia. Antes de se encontrar com o presidente palestino, Kerry passou horas reunido com Erekat.
Do lado israelense, Netanyahu recebeu na quinta-feira um telefonema de Obama, no qual foi pressionado a aceitar um retorno às negociações de paz.
O principal ponto de discórdia entre os dois lados envolve as fronteiras de um futuro Estado palestino. A AP quer que a negociação tenha como base as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, enquanto o Likud, partido de Netanyahu, rejeita a proposta. Ao longo dos últimos 40 anos, milhares de colonos judeus ocuparam terras além dessas fronteiras na Cisjordânia.
A proposta americana envolveria, segundo a imprensa israelense, a troca desses territórios palestinos ocupados por outras faixas de terra, e o reconhecimento por parte do novo Estado árabe da existência de Israel, ainda que publicamente Abbas e Netanyahu neguem concordar com isso enquanto as conversas estiverem em andamento.
Kerry e sua equipe de diplomatas passaram cinco meses trabalhando num pacote de incentivos econômicos e de segurança para os dois lados, além de inúmeros gestos políticos para reaproximar os dois lados. Esses incentivos ganharam força após terem sido respaldados, na quarta-feira, pela Liga Árabe. Na sexta-feira, no entanto, a AP ainda se mostrava reticente aos incentivos. A principal objeção de Erekat é a incerteza sobre a concordância de Israel em começar a discussão com base nas fronteiras de 1967.
O gabinete de Netanyahu preferiu não comentar a questão. O deputado do Likud Tzachi Hanegbi disse à Rádio Israel que o país "nunca retornará às fronteiras de 1967", quando Jerusalém - sagrada para judeus e muçulmanas - era dividida. "Assim que as negociações começaram, temos de discutir tudos, mas rejeitamos as precondições dos palestinos", disse o parlamentar.
Na Europa, enquanto Kerry prosseguia com sua ofensiva diplomática no Oriente Médio, a União Europeia anunciou um plano para deixar de financiar e cooperar com instituições que atuam nos territórios ocupados por Israel após a Guerra dos Seis Dias. Em condição de anonimato, um membro do governo americano disse que a medida "não ajuda" nas negociações.
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