PIB da zona do euro tem crescimento nulo e está à beira da recessão
Alemanha cresceu 0,5% e compensou dados ruins. Espanha, Itália e França ejá estão em recessão
Em termos anualizados, o PIB da zona do euro teve crescimento nulo (0,0%) e o da UE cresceu apenas 0,1%
A economia europeia fica assim à beira da recessão, depois da queda de 0,3% que os dois blocos registraram nos últimos três meses de 2011.
A Alemanha compensou os dados ruins, já que sua economia se recuperou no começo do ano e cresceu 0,5%, após uma baixa de 0,2% nos últimos três meses do ano anterior.
Em termos anualizados, o PIB da zona do euro teve crescimento nulo (0,0%) e o da UE cresceu apenas 0,1%.
No último trimestre de 2011, apesar da queda trimestral, a economia do euro crescera 0,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto a da UE avançara 0,8%.
Os três primeiros meses de 2012 podem ter até oito países da UE - ainda não há dados disponíveis para todos - em recessão.
Entre eles, algumas das maiores economias do euro, como a Espanha, com uma nova queda de 0,3%, e a Itália, cujo PIB caiu 0,8%.
Itália – A economia italiana, terceira maior da Eurozona, continuou em recessão no primeiro trimestre de 2012, com uma contração do PIB de 0,8% na comparação com o período anterior, anunciou o instituto de estatísticas Istat.
A Itália, paralisada pela crise da dívida e por sucessivos programas de ajuste para tranquilizar os mercados, entrou oficialmente em recessão no início do ano, após a contração do PIB durante dois trimestres consecutivos (-0,7% no quarto trimestre de 2011 e -0,2% no terceiro).
Grécia – O PIB da Grécia caiu 6,2% em ritmo anual no primeiro trimestre de 2012, após uma queda de 7,5% no último trimestre de 2011, segundo as primeiras estimativas oficiais de Atenas.
Em março, o Banco Central grego advertiu para o risco de uma recessão mais forte que a esperada este ano, com uma queda estimada do PIB de 4,5%. Em 2011, o PIB retrocedeu 6,9%.
Na França, o PIB se manteve estável, enquanto a Holanda continua em recessão, com um descenso de 0,2%.
Portugal também registra um novo trimestre de queda (-0,1%), assim como o Chipre (-0,3%).
Para Irlanda, umas das economias mais atingidas pela crise, não há dados disponíveis.
Crescimento – Os melhores resultados são os da Finlândia, que cresceu 1,3% no primeiro trimestre do ano.
Fora do euro, a economia britânica também entra em recessão, ao cair 0,2%, que se soma à baixa de 0,3% no período anterior.
Os piores dados são os de Hungria e República Tcheca, com quedas de 1,3% e 1% com relação ao trimestre anterior, enquanto se recuperaram os países do Báltico: Lituânia (0,8%), Letônia (1,1%) e Estônia (0,5%).
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