Pular para o conteúdo principal

Grécia vai formar governo provisório para cuidar de eleição

Novo Executivo, porém, não poderá tomar decisões importantes até o pleito

Após o fracasso das negociações para formar um governo de coalizão, a Grécia deve anunciar nesta quarta-feira a formação de um governo provisório para administrar o país até a realização das próximas eleições, em junho. O presidente Carolos Papoulias convocou os líderes de todos os partidos para comunicar a decisão. A expectativa é que ele aponte um juiz de uma alta corte para o cargo de premiê interino.
O novo Executivo, porém, não terá poder para tomar qualquer decisão de importância no período de um mês, até pelo menos as eleições, que devem ocorrem em 10 ou 17 de junho. Sem nenhum dinheiro sobrando em caixa, o país seguirá paralisado à espera do resultado das urnas.
Leia também:
Hollande e Merkel reafirmam intenção de manter Grécia na eurozona
Sem acordo, Grécia terá novas eleições em junho
Pagamentos – A situação nas contas gregas é crítica, segundo o ministro das Finanças, Filipos Sachinidis. Só há fundos para pagar as aposentadorias, pensões e salários deste mês – a partir de junho, portanto, os pagamentos estão ameaçados.
O colapso só será evitado de a União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional socorrerem a Grécia com o envio de 18 bilhões de euros, parcela do acordo de crédito de 130 bilhões celebrado em troca da adoção de cortes nos gastos públicos e medidas de austeridade.
O principal problema dos gregos é que os dirigentes do bloco europeu e das instituições financeiras condicionam o repasse ao compromisso do novo governo, a ser eleito no mês que vem, com o pacto já feito. Dificilmente, portanto, a crise na Grécia verá uma resolução antes de proclamados os resultados das novas eleições.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Procurador do DF envia à PGR suspeitas sobre Jair Bolsonaro por improbidade e peculato Representação se baseia na suspeita de ex-assessora do presidente era 'funcionária fantasma'. Procuradora-geral da República vai analisar se pede abertura de inquérito para apurar. Por Mariana Oliveira, TV Globo  — Brasília O presidente Jair Bolsonaro — Foto: Isac Nóbrega/PR O procurador da República do Distrito Federal Carlos Henrique Martins Lima enviou à Procuradoria Geral da República representações que apontam suspeita do crime de peculato (desvio de dinheiro público) e de improbidade administrativa em relação ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). A representação se baseia na suspeita de que Nathália Queiroz, ex-assessora parlamentar de Bolsonaro entre 2007 e 2016, período em que o presidente era deputado federal, tinha registro de frequência integral no gabinete da Câmara dos Deputados  enquanto trabalhava em horário comerc...
Atuação que não deixam dúvidas por que deveremos votar em Felix Mendonça para Deputado Federal. NÚMERO  1234 . Félix Mendonça Júnior Félix Mendonça: Governo Ciro terá como foco o desenvolvimento e combate às desigualdades sociais O deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) vê com otimismo a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. A tendência, segundo ele, é de crescimento do ex-governador do Ceará. “Ciro é o nome mais preparado e, com certeza, a melhor opção entre todos os pré- candidatos. Com a campanha nas Leia mais Movimentos apoiam reivindicação de vaga na chapa de Rui Costa para o PDT na Bahia Neste final de semana, o cenário político baiano ganhou novos contornos após a declaração do presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça Júnior, que reivindicou uma vaga para o partido na chapada majoritária do governador Rui Costa (PT) na eleição de 2018. Apesar de o parlamentar não ter citado Leia mais Câmara aprova, com...
Lula se frustra com mobilização em seu apoio após os primeiros dias na cadeia O ex-presidente acreditou que faria do local de sua prisão um espaço de resistência política Compartilhar Assine já! SEM JOGO DUPLO Um Lula 3 teria problemas com a direita e com a esquerda (Foto: Nelson Almeida/Afp) O ex-presidente  Lula  pode não estar deprimido, mas está frustrado. Em vários momentos, antes da prisão, ele disse a interlocutores que faria de seu confinamento um espaço de resistência política. Imaginou romarias de políticos nacionais e internacionais, ex-presidentes e ex-primeiros-ministros, representantes de entidades de Direitos Humanos e representantes de movimentos sociais. Agora, sua esperança é ser transferido para São Paulo, onde estão a maioria de seus filhos e as sedes de entidades como a CUT e o MTST.