Chineses sobrevoam mina de ferro e ferrovia em Caetité
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Chineses conheceram de perto a qualidade do minério e a extensão da mina
Representantes do Governo do Estado, da Bahia Mineração (Bamin), da ERG, acionista da Bamin, e empresários chineses fizeram neste domingo (12) um sobrevoo na mina de minério de ferro localizada em Caetité, sudoeste do estado, e em trechos da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol). Na ocasião, os chineses conheceram de perto a qualidade do minério e a extensão da mina. As empresas da China, a Bamin e a ERG vão trabalhar em conjunto para desenvolver os projetos da Fiol, mina de ferro e Porto Sul, que já tem todas as licenças para início das obras. “O objetivo dessa visita é continuar fortalecendo a parceira dos projetos da Fiol, Porto Sul e mina de ferro. O presidente da companhia chinesa Crec e suas subsidiárias veio conferir de perto o projeto que vai contribuir para o desenvolvimento da Bahia”, afirmou o coordenador executivo da Casa Civil, José Carlos, que acompanha os chineses na visita. Nesta segunda-feira (13), o governador Rui Costa irá se reunir com os presidentes e demais executivos das companhias chinesas. Essas empresas vão apresentar resultados positivos dos projetos da mina, Porto Sul e Fiol. Além dos chineses, participam da reunião o presidente da Bahia Mineração (Bamin) e o chefe regional da ERG, grupo controlador da Bamin. No último dia 7 de agosto, mais um importante passo para o desenvolvimento do projeto foi dado com a aprovação, pelo Governo Federal, dos Estudos de Viabilidade Técnica e Econômica referentes ao processo de concessão da Fiol, do trecho de Ilhéus até Caetité. Os estudos foram contratados, através de uma licitação pública, pelo Governo do Estado da Bahia com o propósito de dar celeridade ao processo de implantação do equipamento, com a retomada das obras. Com o relatório de aprovação emitido pela Secretaria Nacional de Transportes Terrestre e Aquaviário, vinculada ao Ministério dos Transportes, fica estabelecido que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já está autorizada a abrir o processo de licitação de concessão da Ferrovia.
Estadão
Rui Costa registra candidatura e programa de governo nesta segunda
Foto: Paula Fróes / GOVBA
Rui Costa
A candidatura do governador Rui Costa à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores será registrada às 9h desta segunda-feira, dia 13, na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Ao lado dos candidatos a vice-governador, João Leão (PP); e senador, Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD); Rui também registrará seu Programa de Governo para os próximos quatro anos. A coligação “Mais Trabalho Por Toda a Bahia” é formada pelo PT, PSB, PSD, PP, PC do B, PR, PDT, PRP, PMB, PTC, PMN, Podemos, Avante e Pros. Seguindo a agenda da semana, na quinta (16), às 22h, Rui participa do debate da TV Band e na sexta-feira (17), inicia a Correria pela Bahia. No primeiro fim de semana em viagem pelo interior ele vai a 17 cidades, começando por Jacobina na sexta e encerrando por Santa Bárbara no domingo (19).
Congresso terá novo intervalo de duas semanas com corredores vazios
Foto: Dida Sampaio / Estadão
Congresso Nacional
Ainda sem pauta definida para o próximo período de “esforço concentrado” no Congresso Nacional, marcado para dias 28 e 29 de agosto, deputados e senadores, até lá, devem deixar mais uma vez corredores e plenário da Casa vazios, como é comum em ano eleitoral. Em meio a articulações de campanha eleitoral nos estados, é consenso entre os parlamentares que este não é o momento de debater temas polêmicos que possam ter reflexo no resultado das urnas em outubro. Prova disso foi o balanço da primeira semana de “esforço”, nos dias 7 e 8 de agosto. No primeiro dia, foram aprovados alguns projetos, mas no segundo, não houve quórum para votações. No Senado, foram aprovados o substitutivo da Câmara 2/2018 ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 618/2015, que tipifica os crimes de importunação sexual e de divulgação de cena de estupro, e o PLS 186/2018, que proíbe as companhias aéreas de cobrar valor adicional para marcação de assentos em voos operados no país. Também foi aprovado o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 112/2014, que assegura o atendimento, no âmbito do Sistema Único de Saúde, a famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade ou risco social sem a necessidade de comprovação de residência. Para o fim de agosto, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), não quis adiantar a pauta. “Vamos fazer pauta intensa para o próximo esforço concentrado. Não sei quais projetos iremos pautar. No meu estilo de buscar harmonia, dividir o poder e não ser o dono do poder, vou conversar com os líderes. Acho, inclusive, que esses esforços concentrados democratizam mais ainda, porque partem dos líderes, e dos senadores que não são líderes, os pedidos para que matérias entrem na pauta”, destacou. Na Câmara, a produtividade foi bem menor. No primeiro dia, o plenário aprovou três medidas provisórias que faziam parte do acordo do governo federal para encerrar a paralisação dos caminhoneiros, ocorrida no fim de maio. Entre as propostas, foi aprovada a que isenta os eixos suspensos (vazios) de caminhão da cobrança de pedágio, que, em seguida, foi aprovada pelos senadores. Na área da educação, a Câmara votou proposta que estabelece diretrizes para valorização de profissionais da rede básica pública. Também foi aprovado o texto que obriga estabelecimentos de ensino a notificar representantes do Ministério Público, juízes de primeira instância e o Conselho Tutelar do respectivo município sobre os alunos que faltarem acima de 30% do permitido em lei. Hoje, a comunicação é feita somente quando as ausências ultrapassam 50%. No segundo dia do “esforço concentrado” na Câmara, reuniões de comissões foram canceladas ou suspensas por falta de quórum. Uma das comissões iria analisar parecer sobre o projeto de lei que põe fim aos chamados “penduricalhos” na remuneração dos servidores. Já o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) não foi ao Congresso. Ele ficou despachando na residência oficial.
Agência Brasil
Morre em São Paulo Cláudio Weber Abramo
O jornalista e matemático Cláudio Weber Abramo, de 72 anos, morreu ontem (12) em São Paulo. Ele se submetia a um tratamento de combate ao câncer no Hospital Samaritano, na capital paulista. Referência no trabalho de combate à corrupção e na defesa da ética, Abramo é um dos fundadores da organização não governamental (ONG) Transparência Brasil. Era vice-presidente do Conselho Deliberativo da entidade e foi diretor executivo. Além de jornalista, era bacharel em matemática pela Universidade de São Paulo e mestre em filosofia da ciência pela Universidade Estadual de Campinas. Trabalhou nos jornais Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil, entre outros.
Agência Brasil
13 de agosto de 2018, 06:55
Oito anos após Lula ‘extirpar’ DEM, partido tenta retomada
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Partido ressurge fortalecido em uma campanha com oito candidatos a governos estaduais
Depois de o ex-presidente Lula dizer que precisava “extirpar” o DEM da política brasileira, em 2010, o partido ressurge fortalecido em uma campanha com oito candidatos a governos estaduais. O número é comemorado como retomada da legenda, que saiu desidratada do pleito em 2010. Os demistas encabeçam chapa na Bahia, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Amapá, Pará, Distrito Federal e Sergipe. Este ano, a grande aposta é conquistar um governo na Região Sudeste pela primeira vez, com Eduardo Paes no Rio, impulsionado por Rodrigo Maia. Em 2014, o DEM teve apenas duas candidaturas estaduais e, pela primeira vez na história do partido, não elegeu nenhum governador. O melhor desempenho foi na época em que ainda se chamava PFL. Em 1990, elegeu nove dos 11, entre eles, Antônio Carlos Magalhães (BA), José Agripino (RN) e Edison Lobão (MA). A Bahia é o único Estado onde o partido teve candidaturas em todas as eleições. Aliás, para conseguir redesenhar o cenário eleitoral da Bahia depois de o PSC descumprir o acordo de coligar-se com o DEM, ACM Neto precisou lançar 30 candidatos a deputados federais. Tudo para conseguir fazer uma bancada de cinco eleitos.
Estadão
13 de agosto de 2018, 06:50
BRASIL Candidaturas de militares dobram em quatro anos
Foto: Divulgação
Se comparado com 2010, quando sete militares disputaram esses cargos majoritários, a alta chega a 257%
Incentivados pela reprovação a políticos de carreira, militares ampliaram a participação na disputa por cargos do Poder Executivo nas eleições 2018. O número de candidatos originários das Forças Armadas, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros quase dobrou em relação ao pleito de 2014. O Estado identificou pelo menos 25 militares, da ativa ou da reserva, que vão concorrer a presidente, vice-presidente, governador ou vice-governador, ante 13 nomes na eleição passada, um aumento de 92%. Se comparado com 2010, quando sete militares disputaram esses cargos majoritários, a alta chega a 257%. Quando considerado todo o universo de candidatos ao Executivo, os militares representam 7% dos nomes já anunciados pelos partidos. Na eleição passada, a proporção era de 3% do total de profissões registradas ao fim do pleito, conforme dados da Justiça Eleitoral. Os números podem sofrer variações porque o prazo para os candidatos requisitarem o registro vai até a próxima quinta-feira. O perfil dos candidatos vai de apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) até militar filiado a partidos de esquerda. Com mais de 64 mil assassinatos registrados no ano passado e confrontos frequentes entre facções criminosas internacionalizadas, a violência tornou-se uma das pautas mais sensíveis do debate eleitoral. “Os militares estão sendo alçados a se candidatar como consequência do momento nacional, um País enfrentando tantas mazelas e dificuldades. Pesquisas de opinião junto à sociedade brasileira mostram que, entre as demais instituições, as Forças Armadas têm maior índice de confiabilidade. E a sociedade está em busca disso”, afirma o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que promoveu rodadas de conversas com os principais concorrentes à Presidência. O raciocínio do comandante do Exército encontra eco no pensamento do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, general Sérgio Etchegoyen, que ultrapassou suas obrigações originais no Palácio do Planalto e hoje figura como um dos principais conselheiros políticos do presidente Michel Temer. “O aumento das candidaturas de militares a cargos executivos talvez seja reflexo da própria credibilidade do Exército e das demais Forças, a busca por pessoas que têm ideais e valores.”
Estadão
r das propostas econômicas do candidato do Novo à Presidência da República, João Amoêdo, e um dos idealizadores do Plano Real, o economista Gustavo Franco será o próximo entrevistado da série de fóruns Os Economistas das Eleições. A terceira edição do evento, uma parceria entre o Estado e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), acontece na próxima quinta-feira. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na página da FGV IBRE na internet. Economista formado pela PUC-RJ e doutor pela Universidade de Harvard, Gustavo Franco atuou no serviço público entre 1993 e 1999. Foi diretor da área internacional e presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Sócio-fundador da Rio Bravo Investimentos e integrante de conselhos de administração de diversas empresas, o economista se afastou do PSDB em 2017 e assumiu a presidência da Fundação Novo, ligada ao partido do candidato João Amoêdo. A série reúne os profissionais responsáveis pela elaboração dos programas econômicos de governo dos principais candidatos à Presidência nas eleições deste ano. Ao todo, serão oito encontros, realizados até o início de outubro. Os economistas têm sido sabatinados individualmente por jornalistas do Estado e pesquisadores da FGV IBRE. Os primeiros convidados foram os economistas Marco Antonio Rocha, coordenador do plano de governo econômico do candidato do PSOL à Presidência, Guilherme Boulos, e André Lara Resende, colaborador da campanha da ex-ministra Marina Silva, da Rede. Após Gustavo Franco, será a vez de Márcio Pochmann, um dos responsáveis pela elaboração do programa de governo do PT em economia. Na sequência, serão sabatinados os economistas José Márcio Camargo, colaborador da campanha de Henrique Meirelles (MDB); Mauro Benevides Filho, coordenador da área econômica da campanha de Ciro Gomes (PDT); e Persio Arida, auxiliar do presidenciável tucano, Geraldo Alckmin.
Estadão
13 de agosto de 2018, 06:40
Doleiro da Lava Jato revela no inquérito do Rodoanel entrega de valores da OAS
Foto: Dida Sampaio / Estadão
Alberto Youssef
Emblemático personagem e um dos primeiros delatores da Operação Lava Jato, no Paraná, o doleiro Alberto Youssef foi chamado para prestar depoimento aos investigadores da Operação Pedra no Caminho, investigação sobre desvios e fraudes no Rodoanel Norte, em São Paulo. Há pouco mais de um mês, Youssef esteve na Superintendência da Polícia Federal, na capital paulista, e contou que entregou dinheiro, a pedido do chefe da propina da OAS, José Ricardo Breghirolli, em endereços de São Paulo. O delator não citou nomes de destinatários. O doleiro relatou que ‘o dinheiro era entregue nos endereços indicados’ por José Ricardo por ele próprio e por seu funcionário Rafael Ângulo Lopes – também delator da Lava Jato. Alberto Youssef foi preso pela Polícia Federal em 17 de março de 2014 e deixou a cadeia após 2 anos e oito meses de custódia, em 17 de novembro de 2016. “Talvez Rafael Ângulo se recorde de algum endereço ou nome do destinatário final do dinheiro; que no dia em que foi preso na 1ª fase da Operação Lava Jato, em março de 2014, havia no cofre de seu escritório uma determinada quantia de dinheiro em espécie que seria usada em algumas entregas a pedido da OAS, por meio de José Ricardo, com as respectivas anotações de endereço e o nome do destinatário nesta cidade de São Paulo/SP”, contou. “Tanto o dinheiro quanto as anotações de nomes e endereço foram apreendidas por ocasião do cumprimento do mandado de busca e apreensão em seu escritório; que se tratava da quantia aproximada de R$ 1,6 milhão; que eram três endereços nesta cidade de São Paulo/SP; que as quantias que José Ricardo lhe entregava variavam muito, aproximadamente de R$ 150 mil a R$ 2 milhões.” À Polícia Federal, Alberto Youssef detalhou a maneira como operava o caixa dois da OAS. O doleiro disse que começou a atuar para a empreiteira em 2012. “Aproximadamente em meados do ano de 2012, o declarante estreitou suas relações com José Ricardo Breghiroli, à época funcionário da OAS”, afirmou. “Se colocou à disposição de José Ricardo para a prestação de serviços para a OAS e, então, naquela época de 2012, passou a prestar serviços de operação de ‘caixa dois’ também para a OAS, sempre por intermédio de José Ricardo.” Youssef declarou que ‘em uma periodicidade de uma duas vezes por semana, encontrava-se com José Ricardo, ao longo dos anos de 2012, 2013 e início de 2014, quando então José Ricardo lhe entregava altas quantias de dinheiro em espécie, bem como apontava endereços e respectivos valores em que os montantes deveriam ser entregues’. “Guardava o dinheiro em espécie para José Ricardo em um cofre que mantinha em seu escritório e, à medida que ele o demandava, entregava o dinheiro em espécie nos endereços que José Ricardo lhe passava; que além de entregar dinheiro em espécie nos endereços que José Ricardo lhe indicava, também acontecida de devolver parte desses valores em espécie para José Ricardo, sempre a pedido dele”, relatou. “A função do declarante nas negociações com José Ricardo era receber o dinheiro em espécie que ele lhe entregava e fazer os respectivos pagamentos, a partir das orientações que dele recebia.” O doleiro disse que ‘funcionava como uma espécie de ‘conta-corrente’ da OAS, de modo que, uma vez por mês, batia com José Ricardo em uma planilha os ‘débitos/créditos’ e, em seguida, destruíam o documento’. “Talvez, uma ou duas planilhas desse controle que fazia com José Ricardo tenham sido apreendidas ou entregues por ocasião da celebração de seu acordo de colaboração premiada; que está anotado nesses controles que se trata da ‘conta-corrente’ da OAS; para gerenciar essa ‘conta-corrente’, a OAS não fez uso das empresas de fachada controladas pelo declarante, de modo que todas as transações ocorreram por meio de dinheiro em espécie”, contou Alberto Youssef.
Estadão
Bolsonaro tem encontro com empresários e faz aceno a Flávio Rocha para ministério
Foto: Wilton Junior / Estadão
Jair Bolsonaro
O deputado Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL, ampliou os esforços para conquistar apoio do empresariado com um encontro na sexta-feira passada em São Paulo. O evento, que ocorreu na manhã seguinte ao primeiro debate entre presidenciáveis na TV, reuniu cerca de 60 representantes do setor produtivo e foi organizado por Fabio Wajngarten, dono de uma empresa de pesquisas de audiência e colaborador da campanha de Bolsonaro, e reuniu empresários e executivos interessados em ouvir as propostas de governo do deputado. Dono da rede varejista Riachuelo, Flávio Rocha ocupou lugar de destaque na plateia que se formou ao redor do candidato. Sentou-se ao lado do candidato, a pedido do próprio Bolsonaro. Durante o encontro, Wajngarten chegou a sugerir que Rocha compusesse o futuro ministério de Bolsonaro. A sugestão foi aplaudida e o deputado reagiu positivamente à ideia. Rocha não quis comentar sobre o assunto. O empresário chegou a se lançar como pré-candidato pelo PRB, mas recuou da empreitada. Seu partido fechou apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) juntamente com outros partidos do chamado Centrão. Em conversa com o Estado, Rocha afirmou que esteve no evento, mas que não tem posição fechada em relação à corrida presidencial. “Acho que estamos numa situação que faz todo sentido o voto útil”, limitou-se a dizer. Entre os presentes, além de Rocha, estavam nomes como o dono da construtora Tecnisa, Meyer Nigri; o dono e presidente do conselho de administração da rede varejista Centauro, Sebastião Bomfim Filho; e o sócio e presidente do conselho de administração da Localiza, Salim Mattar. “Bolsonaro impressiona pela proposta de ruptura ao modelo de condução política do País. Será um defensor dos valores conservadores na família e possui uma proposta liberal na economia”, afirmou Mattar ao Estado. O empresário enfatizou que apoia a candidatura de João Amoêdo, do Novo, mas disse que gostou de conhecer Bolsonaro. “Pela primeira vez na minha vida vi um candidato dizer que não precisa de dinheiro dos empresários e sim de apoio e voto”, disse Mattar. Se não converteu o presidente do conselho da Localiza, Bolsonaro conseguiu atrair o dono da rede Centauro. Sebastião Bomfim Filho declarou sua intenção de votar e apoiar a candidatura do ex-capitão do Exército. “Vi um cara com posições fantásticas”, disse. “Em outubro, vou de Bolsonaro. Está decidido.” Com o evento, Bolsonaro tenta aumentar a adesão à sua candidatura e reduzir a desconfiança do empresariado. Como revelou o Estado, o candidato do PSL reuniu-se em julho com grandes empresários a convite de Abilio Diniz. Na ocasião, estiveram presentes Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco; David Feffer, presidente do conselho da Suzano, José Roberto Ermírio de Moraes, do Votorantim, entre outros nomes de peso. O encontro de sexta-feira teve um público maior, mas ocorreu sem alarde tal como o patrocinado por Abilio. Durou cerca de duas horas, com Bolsonaro respondendo a perguntas dos convidados de maneira informal. “Muitos queriam essa possibilidade de ter um encontro ao vivo e ouvi-lo. Nos preocupamos em ser algo rico em conteúdo. Foi um encontro descontraído, sem cronômetro, em que ele pôde se apresentar e falar sobre um número grande de temas”, disse Wajngarten. Bolsonaro fez um discurso moldado à plateia e enfatizou sua adesão ao ideário liberal na economia. Ele se disse favorável, por exemplo, à análise da venda de algumas partes da Petrobrás. Também manifestou concordar com a associação entre a Embraer e a americana Boeing diante do aumento da concorrência no setor de aviação. O deputado, que discursou por cerca de 50 minutos, voltou a falar, contudo, que é preciso brecar o avanço da China, que tem adquirido terras no Brasil. Parte do público manifestou dúvida sobre como o candidato, que pertence a um partido pequeno e não fez coligações, conseguirá viabilizar seu programa de governo caso seja eleito. Bolsonaro afirmou que, nas contas de seu grupo, há cerca de 100 parlamentares do atual Congresso que já estão com ele. O candidato afirmou ainda que terá o apoio das chamadas bancadas da bala, do boi e da bíblia – parlamentares que apoiam, respectivamente, empresas de armas, ruralistas e a agenda religiosa. Nas contas dos aliados de Bolsonaro, esses grupos conservadores garantirão a governabilidade. Bolsonaro foi ao evento acompanhado do filho Eduardo e de Major Olímpio, ambos deputados pelo PSL. Também compôs sua comitiva o aliado general Augusto Heleno, filiado ao PRP, que chegou a ser cotado como vice. O general, que é apontado como futuro ministro num eventual governo Bolsonaro, falou ao grupo de empresários. Fez a defesa da exploração de riquezas na Amazônia, que, segundo ele, poderia render trilhões de reais ao País.
Estadão
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