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Ala do PT quer limitar exposição de Haddad como vice de Lula

Foto: Divulgação
Fernando Haddad
Escolhido para ocupar provisoriamente a vice na chapa presidencial do PT, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad terá que enfrentar uma espécie de segundo turno nas eleições 2018 dentro do próprio partido para confirmar a posição de possível substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Lava Jato. O PT está dividido sobre o nível de exposição que será dado a Haddad. Nesta quarta-feira, a Executiva Nacional do partido, mesma instância que escolheu Haddad como vice, decidiu que não vai recorrer à Justiça para que o ex-prefeito substitua Lula no debate entre os presidenciáveis da TV Bandeirantes, marcado para esta quinta-feira, 9, às 22h. O ex-ministro da Justiça Eugenio Aragão, um dos advogados do PT, foi orientado a retirar o pedido alternativo que solicitava a presença de Haddad caso a Justiça negue a participação de Lula no debate da Band. Segundo o partido, a decisão tem dois motivos. O primeiro é que emissora e os outros candidatos recusariam a proposta. O segundo diz respeito a um debate ainda aberto nas instâncias partidárias sobre até que ponto Haddad poderá representar Lula. A dúvida foi exposta nesta quarta-feira, 8, pela direção petista ao próprio Haddad. O ex-prefeito participou via videoconferência de uma discussão que reuniu integrantes da Executiva e da coordenação da campanha petista. O argumento é que a possível exposição excessiva de Haddad pode consolidar a ideia de que o ex-prefeito é o plano “B” do PT e isso enfraqueceria o discurso em defesa da candidatura de Lula. Pessoas que participaram da reunião interpretaram a discussão sobre a participação do vice nos debates como um sinal de que a ala contrária a Haddad ainda não se deu por vencida. Segundo fontes do partido, esta ala só aceitou o nome de Haddad depois que Lula deixou clara sua preferência pelo ex-prefeito de São Paulo. Eles preferiam o ex-ministro Jaques Wagner ou a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann por considerarem Haddad “pouco petista” mas recuaram depois que Lula mandou uma carta na qual indicava claramente o nome do ex-prefeito.

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