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Estudo avança rumo à vacina universal contra a gripe


Pesquisa americana desenvolve vacina eficaz na imunização contra um número maior de variações do vírus da gripe


Vacina contra o vírus H1N1: os riscos de se desenvolver narcolepsia ainda estão sendo estudados pela OMS
Para conseguir imunizar contra a gripe, os laboratórios produzem novas versões anualmente

Pesquisadores americanos desenvolveram uma nova vacina contra a gripe que não precisa ser atualizada anualmente. De acordo com o estudo publicado no periódico americano Nature, as nanopartículas da vacina induzem a produção de anticorpos que neutralizam uma maior variedade do vírus. A vacina poderia, inclusive, proteger contra versões do vírus que ainda não estão em circulação no ambiente.



CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Self-assembling influenza nanoparticle vaccines elicit broadly neutralizing H1N1 antibodies

Onde foi divulgada: periódico Nature

Quem fez: Gary J. Nabel e equipe

Instituição: Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas em Maryland, EUA

Resultado: Os pesquisadores conseguiram criar uma versão da vacina contra a gripe capaz de imunizar contra uma variedade maior das cepas do vírus. Essa vacina pode, inclusive, ser eficaz contra versões do vírus que ainda não estão em circulação.

Anualmente, diante da rápida mutação do H1N1 (responsável pela versão mais grave da gripe), laboratórios precisam produzir novas versões da vacina contra a gripe para tentar frear as epidemias. Ao contrário das vacinas atuais, que atacam a variante do vírus circulante no momento, o modelo criado pelos pesquisadores estimula a produção de anticorpos neutralizantes que se ligam a partes dos vírus que são comuns a diferentes cepas — ampliando, assim, sua atuação protetora. "Esse pode ser o caminho para a tão desejada vacina universal contra a gripe", diz Gary Nabel, coordenador do estudo.



Saiba mais

NANOTECNOLOGIA
É a parte da ciência que estuda o controle da matéria em escala atômica e molecular, entre um e 100 nanômetros. Um nanômetro equivale a um milímetro dividido em um milhão de partes. Para se ter uma ideia, o fio de cabelo possui uma espessura média de 75.000 nanômetros. Com a nanotecnologia, consegue-se produzir materiais com propriedades especiais, controlando a forma como eles absorvem e espalham a luz e conduzem eletricidade e calor, por exemplo.

Pesquisa — Para criar as nanopartículas, o grupo de Nabel fundiu uma proteína viral imunogênica com uma proteína que armazena ferro. "Criamos uma molécula que não havia sido feita anteriormente", diz. Nesse método não é necessário ainda que o vírus, a ser usado na vacina, seja desenvolvido em ovos de galinha em laboratório — como é feito atualmente. "Em tese, uma nova versão poderia ser feita rapidamente ao se identificar uma epidemia ou uma nova variante em circulação", diz Sarah Gilbert, pesquisadora não envolvida no estudo, em entrevista à revista Nature.

Os pesquisadores precisam, agora, testar a nova vacina em humanos, e criar maneiras de produção a baixo custo. A equipe tenta, paralelamente, desenvolver vacinas contra o HIV e o vírus da herpes a partir da mesma abordagem. Nabel espera que a técnica possa ainda ser usada na criação de vacinas contra doenças causadas por bactérias e parasitas.

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