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Guerras no Iraque e Afeganistão e militância islâmica motivaram atentado


Dzhokhar Tsarnaev afirmou ao FBI que ele e seu irmão não tinham contato com grupos extremistas

 BOSTON - O americano de origem chechena Dzhokhar Tsarnaev, acusado do atentado à Maratona de Boston, que deixou três mortos na semana passada, disse aos investigadores que ele e seu irmão, Tamerlan, não tinham contatos com grupos terroristas, mas executaram o ataque motivados pela militância islâmica e pelas guerras americanas no mundo ocidental.

Dzhokhar respondeu questões por escrito - AP
 
Dzhokhar respondeu questões por escrito
Um funcionário, em condição de anonimato, contou ao jornal Washington Post, que Dzhokhar citou as guerras no Iraque e no Afeganistão como razões para o atentado.
Um funcionário do governo disse à imprensa que Tsarnaev - em declarações por escrito e gestos da cabeça, expressou aos investigadores que ele e seu irmão não tinham contato com grupos terroristas. Tsarnaev, que sofreu ferimentos na boca que o impedem de falar, também indicou que ele e seu irmão planejaram os ataques por conta própria e motivados pelo islamismo radical.
O estado de saúde de Dzhokhar passou de "grave" para "favorável", mas ele continua entubado, segundo o último comunicado divulgado pelo hospital onde ele está internado.
O FBI informou que os dois suspeitos, que detonaram nas ruas de Boston duas bombas confeccionadas com panelas de pressão, tinham armas de fogo, munição e outros artefatos explosivos.O arsenal sugere que os suspeitos planejavam outros ataques.
Ontem, um juiz federal foi ao hospital onde Tsarnaev recebe atendimento pelos ferimentos que sofreu em seus confrontos com a polícia, leu seus direitos e o acusou de "uso de arma de destruição em massa" contra pessoas e propriedades.
Tamerlan, de 26 anos de idade, morreu na noite de quarta-feira para quinta-feira passada durante um tiroteio com a polícia dois dias depois que duas bombas foram detonadas na reta final da maratona.
Desde a semana passada, pessoas que conheciam os irmãos Tsarnaev disseram à imprensa que Tamerlan havia adotado há cerca de cinco anos uma posição islâmica extremista

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