Congresso interrogará FBI sobre investigação a Tsarnaev
Policiais foram acusados de falhar ao investigar suspeito de ataque em Boston
Boston homenageia vítimas de
atentado - Robert F. Bukaty/AP
Autoridades da polícia federal americana (FBI)
serão interrogadas por membros do Congresso em meio a acusações de que elas
teriam falhado ao investigar um dos suspeitos do atentado à
maratona de Boston, Tamerlan Tsarnaev. O comitê de inteligência do
Senado tem uma reunião fechada nesta terça-feira com membros do FBI.
Em 2011, o governo russo pediu ao FBI para investigar Tsarnaev sob a suspeita de que ele teria se radicalizado no Islã após uma viagem de seis meses ao Daguestão. Ele foi interrogado pelo FBI no mesmo ano, mas, após entrevistas com o suspeito e sua família, a polícia não encontrou "comportamento suspeito". Um novo pedido da Rússia para mais informação e exames mais rigorosos foi ignorado, segundo a rede BBC.
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Na última sexta-feira, o FBI divulgou um comunicado dizendo que investigou Tamerlan, mas não encontrou evidências de atividades terroristas. Agora, membros do Congresso querem saber por que nenhuma ação foi tomada após a investigação.
O senador republicano Lindsey Graham questionou por que o FBI não o identificou como uma ameaça com base em seus vínculos com sites islâmicos radicais. Ele pediu uma maior cooperação com a Rússia e a emenda de leis de privacidade que permite uma análise melhor das atividades do suspeito na internet. Segundo Graham, as autoridades americanas não sabiam que Tsarnaev havia ido à Rússia em 2012 porque seu nome teria sido escrito com a grafia errada em documentos de viagem.
Viagem - No ano passado, Tamerlan
Tsarnaev passou seis meses no Daguestão, uma ex-república soviética de maioria
muçulmana vizinha da Chechênia, região de origem dos irmãos suspeitos. Durante a
visita, ele teria passado dois dias na Chechênia. Tamerlan, de 26 anos, morreu
na última quinta-feira durante uma caçada por ele e seu irmão Dzhokar, que foi
capturado vivo, apesar de gravemente ferido, e indiciado
pelas explosões que mataram três pessoas e deixaram mais de 180 feridos.
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