Premiê recomenda prontidão do Exército para batalha, apesar da trégua
Arseny Yatseniuk disse que a 'Rússia não vai deixar a Ucrânia em paz'. Cidade de Donetsk volta a registrar confrontos entre separatistas e tropas ucranianas
Soldado ucraniano em posto de controle perto da cidade de Donetsk, a maior do leste da Ucrânia (AFP)
"A Rússia não vai nos deixar em paz, por isso estou pedindo ao ministro da Defesa que esteja em plena prontidão para a batalha", disse Yatseniuk em comentários que mantêm a atitude beligerante que ele vem adotando em relação às negociações com rebeldes separatistas no leste da Ucrânia. “Pôr em prática o plano de paz do Presidente Petro Poroshenko não significa que os ministérios da Defesa e do Interior relaxem no trabalho", disse Yatseniuk.
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A trégua assinada em Minsk, na Bielorrússia, há doze dias, voltou a ser quebrada. Os bombardeios de artilharia e combates foram retomados nesta quarta em uma área próxima ao aeroporto da rebelde região de Donetsk, após uma noite relativamente tranquila. De manhã, foram relatadas explosões, disparos de artilharia perto do aeroporto e colunas de fumaça. O primeiro-ministro da autoproclamada república popular de Donetsk, Alexandr Zajarchenko, informou que dois civis morreram nas últimas 24 horas por disparos procedentes do aeroporto.
Zajarchenko também declarou que os rebeldes e as forças ucranianas se enfrentaram em combates nas áreas de Telmánovo e Gorlovka e que dois dos insurgentes ficaram feridos. Os separatistas acusam as forças governamentais de aproveitar a trégua para atacar o aeroporto e a cidade de Donetsk, principal centro de resistência dos separatistas.
O protocolo de Minsk assinado por ambos os lados inclui, entre outras coisas, um cessar-fogo, a troca de prisioneiros de guerra, a abertura de corredores humanitários e a concessão de um status especial às regiões sob controle rebelde. O parlamento ucraniano aprovou ontem uma lei que contempla três anos de autogoverno para as zonas de Donetsk e Lugansk controladas pelos rebeldes pró-Rússia. Zajarchenko disse que a administração separatista de Donetsk não permitirá que se organizem eleições locais nas regiões rebeldes em 7 de dezembro, a data estabelecida pela lei aprovada pelo legislativo ucraniano. “Temos um conselho supremo próprio e adotaremos uma decisão independente sobre quando realizar as eleições. Aqui não haverá nenhuma eleição organizada pela Ucrânia”, garantiu.
(Com agências Reuters e EFE)
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