EUA pediram apoio contra EI, mas Teerã rejeitou, diz Khamenei
Irã afirma que os americanos querem aumentar sua presença militar na região.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei (Reutes)
“O secretário de Estado americano [John Kerry], também pediu pessoalmente a Zarif [Mohammed Yavad Zarif, ministro das Relações Exteriores iraniano] e ele também rejeitou”, acrescentou o chefe máximo do Irã. Além de Kerry, “a vice-secretária de Estado americano [Wendy Sherman] fez o mesmo pedido durante as negociações com Araqchi [Abbas Araqchi, vice-ministro das Relações Exteriores iraniano], mas ele também rejeitou”, afirmou Khamenei.
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Segundo Khamenei, “o objetivo dos Estados Unidos na luta contra o Estado Islâmico (EI) é manter sua presença militar na região”, por isso a negativa iraniana. “Agora eles mentem e dizem que não nos convidaram para participar, quando o Irã desde o início tinha anunciado que estava contra a presença americana nessa coalizão”, acrescentou. As declarações de Khamenei ocorrem no momento em que está sendo realizada uma conferência internacional em Paris para formar uma coalizão contra o EI impulsionada por Washington. O Irã não foi convidado para a coalizão, entre outros motivos, segundo Kerry explicou recentemente, por sua participação no conflito sírio.
Apesar da posição de Washington e Teerã contra o EI ter pontos em comum, os dois países estão muito distantes em suas posturas sobre a Síria, onde os EUA apoiam à oposição ao presidente Bashar Assad e o Irã é o principal suporte do regime. Os americanos acusam os iranianos de fornecer armas para as tropas sírias fiéis a Assad.
(Com agências EFE e France-Presse
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