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Ao final da cúpula em Paris, países oferecem apoio militar contra EI

Mais de 20 países da União Europeia e da Liga Árabe, além dos EUA, assinam o comunicado final. Documento, porém, não detalha cronograma da ação militar

Os presidentes do Iraque,Fuad Masum, e da França, François Hollande, em Paris
Os presidentes do Iraque,Fuad Masum, e da França, François Hollande 
Os participantes da conferência sobre a paz e a segurança no Iraque, em Paris, se comprometeram nesta segunda-feira a fornecer para as autoridades locais “os meios necessários” para o governo de Bagdá lutar contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI). A proposta de apoio militar, expressa no comunicado final, não foi detalhada e não há prazo para que a mobilização internacional ocorra. Ao abrir a conferência, os presidentes francês, François Hollande, e iraquiano, Fuad Masum, fizeram um apelo urgente para a ação internacional contra o EI. Hollande ressaltou que "não há tempo a perder".
As nações que estão no encontro também demonstraram sua determinação para aplicar as resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o terrorismo. O apoio ao Iraque, segundo o comunicado divulgado ao final do encontro, “contempla uma ajuda militar apropriada, correspondente às necessidades expressadas pelas autoridades iraquianas e de acordo com o direito internacional e a segurança das populações civis”. Os 24 países convocados para a conferência ressaltaram no comunicado que “é necessária uma ação determinada para erradicar o EI, especialmente com medidas para prevenir a radicalização, coordenando a ação de todos os serviços de segurança e reforçando a vigilância das fronteiras”.
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As conclusões não detalham o papel que cada país desempenhará, mas deixa claro a “plena mobilização” contra a organização, “que não é um Estado, nem representa o Islã, mas um movimento de perigo extremo”. No encontro, que reuniu representantes da Liga Árabe, da ONU e da União Europeia, destacou-se a formação de um novo governo de união nacional no Iraque. Para os participantes, o EI representa uma ameaça “para o Iraque mas também para o conjunto da comunidade internacional”, e a resposta global deve contemplar também ajuda humanitária para a reconstrução do país.
“A conferência foi útil porque vai permitir avançar no apoio necessário para a paz e a luta contra o EI”, disse o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius. “Quando se enfrenta um movimento deste tipo não há outra postura que não se defender”, sustentou. O chanceler iraquiano, Ibrahim al-Jaafari, afirmou que “esta batalha feroz” requer a união de todos os esforços. O ministro agradeceu que tenha sido demonstrado que o país “não está sozinho” neste luta e a mensagem de que “nenhuma nação vai ser abandonada se for alvo de um ataque terrorista”.

(Com agências EFE e France-Presse)

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