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Maduro abusa da megalomania e diz que banco de desenvolvimento alternativo era 'bandeira de Chávez'

Presidente da Venezuela afirmou ainda que vai propor uma aliança entre o banco da Unasul, que ainda não existe, e o banco dos Brics

 
O presidente venezuelano Nicolás Maduro gesticula em frente ao Palácio de Miraflores, em Caracas
O presidente venezuelano Nicolás Maduro veio ao Brasil para o encontro dos Brics com a Unasul (Reuters)
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aproveitou o palanque oferecido pela reunião conjunta dos cinco mandatários dos Brics com os chefes de Estado de 11 países da América do Sul para propagandear as "virtudes" do bolivarianismo e atacar o sistema financeiro mundial.
Ao chegar em Brasília, Maduro afirmou que encontros como esse são "oportunidades históricas" e que vão permitir "corrigir as distorções do neoliberalismo mentiroso que privilegiou o capitalismo especulativo, o saque por vias financeiras". O sucessor de Hugo Chávez aproveitou ainda para endossar a defesa da Argentina, afirmando que o país está sendo "vítima" de tal sistema ao ser pressionado pelos "fundos abutres". Um tom muito diferente do usado até então pelos membros dos Brics, que afirmaram não pretender bater de frente com instituições financeiras estabelecidas, como o Fundo Monetário Internacional (FMI).
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O presidente aproveitou ainda para evocar seu antigo padrinho, Chávez, afirmando que o lançamento de um banco de desenvolvimento por parte dos Brics era "uma bandeira do nosso gigante Hugo Chávez". Maduro disse que vai propor uma aliança entre o ainda inexistente Banco do Sul, a instituição financeira que representa a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), e o novo banco dos Brics para que os dois “cumpram seus papéis na nova arquitetura financeira”.
No mesmo tom megalomaníaco, o presidente disse ainda que a aliança dos Brics com os países da Unasul é "extraordinária" e que ela nasce "para garantir a paz e a prosperidade" Ele comemorou que, dessa vez, a aliança político-econômica não pense apenas nos "países do norte".
No terceiro e último dia da cúpula dos Brics, a presidente Dilma Rousseff recebe na sede do Itamaraty, em Brasília, os mandatários dos outros quatro países que compõem o grupo (Rússia, China, Índia e África do Sul), além dos chefes de Estado ou de governo de 11 países da América do Sul que foram convidados.
Nesta quarta-feira, a agenda vai ser mais curta. Só está prevista uma reunião de trabalho com duas horas de duração. Na segunda-feira e na terça, os membros acertaram a criação do banco de desenvolvimento. Além disso, emitiram uma declaração conjunta que dedicou poucas linhas à crise na Ucrânia e que, na prática, acabou apoiando o presidente russo Vladimir Putin

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