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EUA pressionam Hamas a aceitar cessar-fogo

Secretário John Kerry afirma que grupo fundamentalista palestino tem 'escolha fundamental' em aceitar ou não plano de cessar-fogo do Egito

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, discursa ao lado do premiê israelense Benjamin Netanyahu
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, discursa ao lado do premiê israelense Benjamin Netanyahu (Reuters)
O secretário de Estado americano John Kerry pressionou o grupo fundamentalista palestino Hamas a acabar com o confronto na Faixa de Gaza, que já deixou mais de 600 palestinos e quase trinta israelenses mortos. “Há um cenário disponível para acabar com a violência”, disse Kerry nesta terça, ressaltando que o Hamas tem “uma escolha fundamental” a fazer sobre se aceita ou não o plano para um cessar-fogo apresentado pelo Egito. O secretário americano está no Cairo e se encontrou nesta terça com o presidente Abdel Fattah Sisi. “A comunidade internacional está se unindo, porque vimos muito derramamento de sangue de todos os lados”, acrescentou, segundo declarações reproduzidas pelo Wall Street Journal.
Israel aceitou o plano na última semana, mas o Hamas rejeitou, reclamando por não ter sido consultado e por achar que o acordo não incluía pontos importantes como o fim do bloqueio econômico a Gaza. A proposta menciona a abertura de alguns dos postos comerciais na região para ajudar a acabar com as hostilidades. “Chegamos a uma visão comum. O plano recebeu um amplo apoio internacional”, destacou o ministro egípcio de Relações Exteriores, Sameh Shoukry.
Kerry disse que os Estados Unidos estão preocupados com a morte de palestinos, mas reafirmou o apoio americano à “apropriada e legítima” operação militar israelense. Ele também anunciou que os EUA estão enviando 47 milhões de dólares em auxílio a Gaza, “para aliviar a crise humanitária”.
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A ONU também aumentou a pressão por uma trégua. O secretário-geral Ban Ki-moon viajou para a cidade de Ramallah, na Faixa de Gaza, e conversou por meio de uma videoconferência com os membros do Conselho de Segurança. Ban disse ter “esperança e confiança” de que sua missão de emergência no Oriente Médio trará paz para os dois lados “em um futuro muito próximo”. De acordo com a agência de notícias Associated Press, uma sirene de alerta à população podia ser ouvida ao fundo do vídeo em que o secretário fazia seu pronunciamento.
Ban Ki-moon também se reuniu com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e pediu que o país tenha “máxima restrição” em suas ações, ressaltando que “uma ação militar não trará mais segurança a Israel em longo prazo”. O secretário pontuou ainda que os palestinos devem buscar uma política “de não violência, reconhecer Israel e respeitar os acordos firmados anteriormente”.

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