'Não sou deputado de cabresto’, diz relator do caso Cunha
Fauto Pinato, o anônimo deputado do PRB, promete rigor contra o homem mais poderoso da Câmara. 'Não sou ligado ao governo, nem ao presidente, nem a quem o denunciou', disse ao site de VEJA
Agora na função de elaborar um documento que determinará os rumos do processo de Cunha no Conselho de Ética - em última instância, pode pedir a cassação do mandato - Pinato trabalha para se desvincular do histórico da legenda. "Quem me conhece sabe que eu não sou deputado de cabresto. Nunca fui. Não voto sempre com o partido, já tive divergências", disse ao site de VEJA. "Tenho um respeito muito grande pelo líder e pelo presidente [do PRB, Marcos Pereira]. Em momento nenhum eles me exigiram nada. Mas, mesmo que exigissem, não ia influenciar", continuou.
"Não sou ligado ao governo, nem ao presidente, nem a quem o denunciou. O líder apenas pediu para eu agir com isenção, responsabilidade e dentro da legalidade", disse Pinato. Hoje, ele almoçou com o presidente do Conselho de Ética, o deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), fora da Câmara dos Deputados. Nos bastidores, Araújo tem trabalhado para evitar a derrubada da ação contra Cunha.
Saiba quem é o relator do processo contra Cunha
Também advogado, Pinato afirma que conta apenas com os consultores da Câmara e que tem ouvido amigos advogados - nenhum renomado. Na segunda-feira, ele decidiu passar o dia em um hotel de São Paulo debruçado sobre as jurisprudências relacionadas ao caso. "É um processo complexo. Tenho de avaliar muito bem essa admissibilidade porque ela pode ser contestada. Estou estudando muito e tirando dúvidas. Não posso errar", afirmou. Sem querer antecipar o teor do documento, ele diz apenas que o documento será mais extenso que o comum. "Os outros exames de admissibilidade são de duas, três folhas. Esse com certeza vai passar de dez. Não é um processo comum".
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