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Itália: Luigi Bersani é encarregado de formar governo


Líder centro-esquerda foi apontado pelo presidente Giorgio Napolitano para assumir a tarefa de encontrar uma solução para o impasse político


Pier Luigi Bersani, líder da centro-esquerda na Itália
Pier Luigi Bersani, líder da centro-esquerda na Itália

O presidente italiano, Giorgio Napolitano, incumbiu o líder da centro-esqueda Pier Luigi Bersani de formar um novo governo. O anúncio foi feito após uma reunião nesta sexta-feira, no palácio presidencial, em Roma. Para Napolitano, Bersani é o que tem melhor posição para assumir a tarefa diante de "circunstâncias difíceis".

“Conferi a Bersani a tarefa de verificar a possibilidade de obter a confiança do Parlamento”, disse o presidente. Qualquer governo a ser formado deve receber um voto de confiança para ter seu poder confirmado. Se o impasse permanecer, novas eleições podem ser realizadas.





A Itália enfrenta uma situação de ingovernabilidade desde as eleições inconclusivas em fevereiro, na qual a coalizão de Bersani conseguiu maioria na Câmara Baixa, mas não no Senado. Bersani, de 69 anos, aceitou a tarefa e disse que tentará “encontrar um equilíbrio” entre as mudanças exigidas pelos eleitores italianos e as reformas necessárias para tirar a Itália da crise econômica. Ele anunciou que pretende começar “imediatamente” as negociações com as forças políticas, e também com as forças sociais.

Apesar da escolha do presidente, ainda permanece incerta a forma como Bersani conseguirá a maioria no senado. Desde as eleições, o líder da centro-esquerda vinha rejeitando qualquer acordo com a direita do ex-premiê Sílvio Berlusconi, do partido Povo da Liberdade (PdL), que conseguiu a segunda maior bancada. No entanto, ele já sinalizou que pode mudar de opinião.





No entanto, a conquista do apoio da terceira maior bancada do parlamento deverá ser a empreitada mais difícil de Bersani, uma vez que o Movimento Cinco Estrelas, do ex-comediamente Beppe Grillo, rejeita qualquer acordo. Grillo conseguiu inesperados 25 % dos votos - de protesto - dos eleitores no pleito de fevereiro.

Se não houver acordo, a Itália pode passar um tempo sob governo interino até a realização de novas eleições, possivelmente já em junho ou no segundo semestre.

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