Cronologia do programa nuclear da Coreia do Norte
Década de 1970
Réplica de mísseis norte-coreanos Scud-B
Com a assistência técnica da China, a Coreia do Norte começa a trabalhar no
desenvolvimento de mísseis balísticos de curto alcance, baseados na tecnologia
do míssil soviético Scud, que, por sua vez, é derivado de um foguete alemão V2,
usado na Segunda Guerra Mundial.
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Década de 1970
Réplica de mísseis norte-coreanos Scud-B
Com a assistência técnica da China, a Coreia do Norte começa a trabalhar no
desenvolvimento de mísseis balísticos de curto alcance, baseados na tecnologia
do míssil soviético Scud, que, por sua vez, é derivado de um foguete alemão V2,
usado na Segunda Guerra Mundial.
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Década de 1980
Mísseis Hwasong são apresentados durante
desfile militar na Coreia do Norte
A Coreia do Norte começa a trabalhar em sua própria versão do sistema de
mísseis Scud-B, que seria chamada de Hwasong-5. O país realiza vários testes de
protótipos com um alcance de aproximadamente 300 km. Na segunda metade da
década, surge o míssil de longo alcance Hwasong-6 (500 km). Pyongyang passa a
ter capacidade para atingir alvos na Coreia do Sul.
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Década de 90
Veículo militar carrega míssil Taepodong em
desfile na Coreia do Norte
Em 1993, o país realiza um teste com um míssil Nodong, uma versão melhorada
do Scud com alcance de 1.300 km – distância que permite atingir o Japão e
Taiwan. No teste, o míssil segue por 500 km antes de cair no Mar do Japão.
Apesar dos problemas técnicos do projeto, o teste causa preocupação porque o
míssil poderia potencialmente carregar uma ogiva nuclear.
No ano seguinte, a Coreia do Norte deixa de fazer parte da Agência
Internacional de Energia Atômica e diz que a presença dos inspetores da agência
no país não será mais permitida.
No final da década, Pyongyang anuncia a criação dos mísseis Taepodong 1 e 2,
que têm alcance ainda maior. O Taepodong 2 alcança cerca de 6.700 km, o
suficiente para atingir o Alaska. Em 31 de agosto de 1998, a Coreia do Norte
dispara um Taepodong 1 contra o Japão, que cai no Oceano Pacífico. O governo
afirmou que era uma tentativa de lançar um satélite no espaço.
Em setembro de 1999, a Coreia do Norte se compromete a suspender os testes
com mísseis de longo alcance. Em resposta, o presidente americano Bill Clinton
diminui as sanções econômicas contra o país. Um consórcio internacional liderado
pelos Estados Unidos destina 4,6 bilhões de dólares para a construção de dois
reatores nucleares na Coreia do Norte.
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Anos 2000
Insatisfeito com o progresso das instalações prometidas, o governo
norte-coreano ameaça reiniciar seu programa de armas nucleares. O país diz que
vai voltar a testar mísseis a menos que as relações com os Estados Unidos se
normalizem. O Departamento de Estado americano informa, um mês depois da ameaça
norte-coreana, que o país asiático está dando sequência ao desenvolvimento de
seu míssil de longo alcance.
Em outubro de 2002, a Coreia do Norte admitiu a condução de um programa
nuclear clandestino usando urânio enriquecido. Com isso, o país declara
“anulado” o acordo assinado em 1994 com os Estados Unidos, segundo o qual o
governo norte-coreano havia se comprometido a congelar todas as suas atividades
de desenvolvimento de armas nucleares.
Em 2003, o país se retira do Tratado de Não Proliferação Nuclear, acordo
assinado por vários países para evitar a disseminação de armas nucleares.
Em agosto de 2003, o Grupo dos Seis (Estados Unidos, China, Rússia, Japão,
Coreia do Sul e Coreia do Norte) realiza em Pequim a primeira de uma série de
rodadas de negociações sobre a crise nuclear norte-coreana.
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8 de julho de 2006
Sul-coreanos protestam contra teste nuclear
da Coreia do Norte
Em julho de 2006, a Coreia do Norte diz ter testado seis mísseis, incluindo
um Taepo-dong 2 de longo alcance. Os Estados Unidos classificam o teste de
“provocativo”. Três meses depois, no dia 8 de outubro, o país anuncia a
realização de seu primeiro teste nuclear, tornando-se o oitavo país da história
a ter armas nucleares. Em resposta, o Conselho de Segurança das Nações Unidas
aprovou uma resolução impondo novas sanções econômicas ao país e pedindo o fim
dos testes nucleares e com mísseis balísticos. A Coreia do Norte rejeita a
resolução, mas concorda em retomar as negociações sobre o desarmamento.
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2007 e 2008
Reunião do Grupo dos Seis
Em um acordo assinado em setembro de 2007 com o Grupo dos Seis, a Coreia do
Norte concorda em começar a desativar suas instalações nucleares. Na sequência,
o país afirma que considera retomar o programa, uma vez que os Estados Unidos
não removeram a Coreia do Norte da lista de países que promovem o terrorismo. Em
outubro de 2008, o governo de George W. Bush tira a Coreia do Norte da lista do
terror, depois de o país ter concordado em dar acesso a inspetores.
Em dezembro do mesmo ano, no final do governo Bush, representantes do grupo
dos seis voltam a se reunir, mas falham na tentativa de chegar a um acordo sobre
a inspeção das instalações nucleares da Coreia do Norte. Em seguida, o país
afirma que não haverá mais negociação e declara que vai aumentar seus esforços
nucleares, incluindo o enriquecimento de urânio.
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25 de maio de 2009
Militares norte-coreanos comemoram o
segundo teste nuclear da história do país
Quando Barack Obama já estava no poder, a Coreia do Norte desafiou Estados
Unidos, China e uma série de resoluções das Nações Unidas ao lançar um foguete
em abril, com o objetivo declarado de colocar um satélite no espaço. Para o
governo americano, no entanto, o lançamento foi uma tentativa de demonstrar
capacidade de atirar uma ogiva nuclear com um míssil de longo alcance.
No dia 25 de maio, a agência oficial de notícias norte-coreana anuncia que o
país conduziu com sucesso seu segundo teste nuclear, “em um nível mais alto em
termos de poder explosivo”. A equipe do presidente Barack Obama congela as
relações com o país asiático. No dia seguinte, novos testes com mísseis são
realizados e o país se diz “pronto para a batalha” contra os Estados Unidos.
Nas semanas seguintes ao teste nuclear, o Conselho de Segurança da ONU aprova
um pacote de sanções contra a Coreia do Norte que prevê, entre outras coisas, a
inspeção de embarcações e aeronaves suspeitas de terem carregamento de material
militar destinado ao país.
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Dezembro de 2011
Novo chefe norte-coreano King Jong-un
durante parada militar em Pyongyang
No dia 19 de dezembro, a agência KCNA informa a morte do ditador Kim Jong-il,
em decorrência de um ataque cardíaco. Seu filho Kim Jong-un torna-se seu
sucessor e é declarado “líder supremo” do país, depois de duas semanas de luto
nacional.
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2012
Foguetes são exibidos pela Coreia do Norte
durante desfile militar
Em abril de 2012, desafiando alertas da comunidade internacional, a Coreia do
Norte lançou um foguete de longo alcance, mas o lançamento falhou e o foguete se
partiu minutos depois e caiu no mar. Em uma pouco usual admissão de falha, a
imprensa estatal anunciou que o foguete não havia conseguido colocar em órbita
um satélite.
Em dezembro do ano passado, Pyongyang anunciou que tinha planos de lançar
outro foguete para tentar colocar um satélite em órbita. O lançamento foi
confirmado apenas dois dias depois de o regime comunista ter divulgado que o
prazo seria prorrogado, devido a questões técnicas. Em meio a críticas de
diversos países, Pyongyang declara a missão um sucesso.
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2013
Desafiando pressões internacionais, Coreia
do Norte lança foguete de longo alcance
Em janeiro deste ano, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução
apresentada pelos Estados Unidos, condenando o lançamento do foguete e ampliando
as sanções contra o país. Em resposta, a Coreia do Norte divulgou um comunicado
afirmando que realizaria um novo teste nuclear e novos lançamentos de foguetes
de longo alcance, como parte de uma nova fase de confrontação com o governo
americano.
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12 de fevereiro de 2013
Em Seul, ativista queima foto de Kim
Jong-un durante protesto contra teste nuclear realizado pela Coreia do
Norte
A Coreia do Norte cumpre a ameaça e realiza seu terceiro teste nuclear. Os
Estados Unidos condenam a ação e ressaltam que permanecerão “vigilantes” diante
das “provocações” norte-coreanas e “firmes no compromisso de defesa de nossos
aliados na região”.
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