Lewandowski nega anexar grampos de Machado ao impeachment
Presidente do STF afirmou que as gravações estão sob sigilo e rejeitou o apelo da defesa de Dilma, que pretendia usar os áudios para apontar 'desvio de poder' no processo
Em seu despacho, porém, Lewandowski ponderou que as conversas com autoridades como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) estão sob sigilo. A confidencialidade dos documentos, disse o magistrado, servem para garantir que as investigações sobre o caso não sejam comprometidas e para preservar depoimentos que ainda podem ser colhidos. Machado fechou um acordo de delação premiada no âmbito da Lava Jato e é apontado como o principal colaborador a detalhar como peemedebistas recebiam dinheiro de propina desviado da Petrobras.
Lewandowski nega recurso e Dilma terá até 48 testemunhas
Defesa de Dilma fala em 'desvio de poder' contra a Lava Jato
Defesa - Em manifestação entregue à comissão processante do impeachment, a defesa de Dilma pede a anulação do processp por um suposto "desvio de finalidade". A defesa da petista leva em consideração os grampos de Machado, em que peemedebistas discutem hipóteses para travar as investigações do petrolão ou, nas palavras de Jucá, estancar a "sangria" provocada pela Lava Jato. Segundo Cardozo, as gravações evidenciariam que o impeachment só teve seguimento porque seria a alternativa para acabar com as investigações contra políticos suspeitos de embolsar propina. Para o advogado, o objetivo real da ação de impedimento representa "desvio de poder" e todo o processo, que oficialmente se embasou nos crimes de responsabilidade resultantes das pedaladas fiscais e da edição de créditos suplementares sem aval do Congresso, teria sido utilizado apenas para conter as apurações da Polícia Federal sobre a Lava Jato.
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