Empreiteiras da Lava Jato abandonam consórcio de Angra 3
As construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa informaram que deixaram de participar do consórcio por 'falta de pagamentos'
Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa faziam parte do consórcio Angramon, contratado para a montagem da usina nuclear e composto também por Andrade Gutierrez, UTC Engenharia, EBE e Techint. O contrato de Angra 3 com o consórcio era de 2,9 bilhões de reais, em valores de fevereiro de 2013, e envolvia a montagem eletromecânica de sistemas da usina nuclear, com execução prevista em um prazo total de 58 meses.
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Em despacho que justificou pedido de prisão preventiva de executivos da Odebrecht pela Polícia Federal, o juiz Sérgio Moro disse que há indícios de que houve discussões referentes a propinas em Angra 3 quando as investigações já apareciam na imprensa.
De acordo com o juiz, a revelação foi feita por Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa. A empresa teria formado "cartel" junto às demais componentes do consórcio e "ajustado duas licitações... com pagamento de propinas a empregados da Eletronuclear", que teriam colocado na licitação cláusulas para restringir a concorrência e favorecer o grupo.
A usina nuclear de Angra 3, que havia sido paralisada em 1986, teve as obras retomadas em 2010, com previsão de entrega de energia em janeiro de 2016.
Segundo informações do site da Eletronuclear, a usina recebeu investimentos de 4,6 bilhões de reais até março deste ano, de um orçamento de 14,8 bilhões de reais. A estatal trabalha com a expectativa de que a planta inicie a geração de energia em dezembro de 2018.
(Com Reuters)
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