Levy sinaliza novos cortes e congelamentos de gastos — mas 'sem drama'
Ministro da Fazenda não confirma a redução da meta, mas diz que 'talvez tenha que cortar um pouquinho de despesas'
Nesta quarta-feira, o governo divulga o Relatório de Receitas e Despesas e poderá anunciar a redução da meta de superávit primário deste ano, de 66,3 bilhões de reais, equivalente a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Levy disse que o governo está analisando as informações disponíveis e que vai tomar medidas para conduzir a política econômica com "vigor e realismo". "O relatório vai refletir a realidade. Tem que fazer um trabalhinho de contingenciamento e fazer o que tiver que fazer sem drama. Talvez tenha que cortar um pouquinho de despesas", disse.
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O corte adicional está sob a mesa após o governo ter anunciado contingenciamento de verbas do Orçamento de 69,9 bilhões de reais em maio. Na época, o governo chegou a estudar bloquear mais de 80 bilhões de reais do Orçamento. "A situação não está tranquila", disse Levy.
Com a arrecadação em queda por uma economia debilitada e gastos em nível elevado, o governo enfrenta grande dificuldade em cumprir o alvo fiscal no ano. Em 12 meses encerrados em maio, o setor público registrou déficit primário de 0,68% do PIB.
Na busca por melhorar o resultado primário, o ministro citou algumas fontes de receita extra apontando o projeto de regularização de ativos não declarados de brasileiros no exterior, a possibilidade de um programa de recuperação de créditos tributários e ainda a operação de abertura de capital do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB).
(Com Reuters)
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