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Aliado de Cunha pede acareação entre Dilma e doleiro

Requerimento foi protocolado um dia depois de o presidente da Câmara defender que a petista e dois ministros ficassem cara a cara com delatores

O doleiro Alberto Youssef depõe na CPI da Petrobras na sede da Justiça Federal em Curitiba (PR) - 11/05/2015
O doleiro Alberto Youssef: delator e um dos pivôs do propinoduto na Petrobras(/Reuters)
Em meio a um Congresso esvaziado durante o recesso, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segue articulando sua pauta para constranger o governo da presidente Dilma Rousseff no segundo semestre. A mais nova investida do peemedebista é a tentativa de acareação entre Dilma e o doleiro Alberto Youssef, delator e um dos pivôs do propinoduto na Petrobras.
O requerimento foi protocolado nesta terça-feira pelo deputado André Moura (PSC-SE), um dos principais escudeiros de Eduardo Cunha na Câmara. O colegiado reúne-se apenas na volta do recesso, em agosto, e tem de votar o documento para que Dilma seja convocada a comparecer à CPI.
Moura também apresentou mais dois pedidos: 1) uma acareação entre o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) e o dono da UTC, Ricardo Pessoa, que disse, em delação, ter repassado 250.000 reais para a campanha do petista 2010; 2) acareação entre o delator e o ministro Edinho Silva (Secretaria de Comunicação), tesoureiro de Dilma em 2014 - que teria recido 7,5 milhões de reais para a campanha de reeleição de Dilma.
Cunha rompeu com o governo na última sexta-feira e diz ser alvo de uma ofensiva da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Planalto para envolvê-lo na Lava Jato. O delator Julio Camargo, da Toyo Setal, afirma que o chefe da Câmara cobrou 5 milhões de dólares em propina sobre um contrato de navios-sonda.
Irritado, o presidente disse que quem deve ser investigado é "o bando de aloprados" que está no Planalto. Cunha também afirmou que aceitaria fazer uma acareação com Julio Camargo na CPI, e defendeu que Dilma, Edinho Silva e Mercadante, citados por delatores, também comparecessem à comissão. O colegiado é presidido por Hugo Motta (PMDB-PB), outro mosqueteiro de Cunha.

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