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Marcelo Odebrecht é alvo de inquérito do MP da Suíça

Subsidiárias da construtora Odebrecht também estão sendo investigadas pelo órgão. Suspeita é de que o presidente da empresa esteja no comando das propinas que foram pagas a ex-diretores da Petrobras

Marcelo Odebrecht da construtora Odebrecht é encaminhado para o IML de Curitiba (PR), na manhã deste sábado (20)
Ministério Público da Suíça abre inquérito de investigação contra Marcelo Odebrecht por suspeita de que ele estava no comando do pagamento de propinoduto a ex-executivos da Petrobras(Cassiano Rosário/Futura Press/Folhapress)
Marcelo Odebrecht, presidente da construtora Norberto Odebrecht, está entre os investigados no inquérito do Ministério Público da Suíça, que foi aberto na última quarta-feira contra a empreiteira, para investigar a suspeita de que subsidiárias da construtora usaram contas secretas no país para pagar propina a ex-executivos da Petrobras. A Procuradoria em Berna demorou um ano para abrir o procedimento pela complexidade do crime supostamente organizado com uso de empresas em paraísos fiscais de difícil identificação.
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O MP suíço espera contar com a colaboração brasileira para investigar contas que possam ter sido controladas pelo empresário, detido há quase um mês em Curitiba. Em Brasília, os procuradores evitam comentar sobre a cooperação, apontando para o caráter sigiloso exigido por Berna. O pedido é para que haja uma "coleta de evidências documentais" e que suspeitos que estejam no Brasil sejam "interrogados". Um deles é Marcelo Odebrecht.
A suspeita é de que o presidente da empresa está por trás de cada uma das comissões supostamente pagas a ex-diretores da estatal. Os indícios de pagamento de propina verificados pelas autoridades suíças estão relacionados com os relatórios da Polícia Federal baseados em mensagens de celulares apreendidos de Marcelo Odebrecht.
Há várias referências à Suíça. Numa delas, as siglas "PRC/Suíça" foram interpretadas pelos agentes federais como uma referência a Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras que confirmou, em delação premiada, ter recebido dinheiro da Odebrecht. O delator detalhou que o executivo Rogério Santos de Araújo, diretor da Odebrecht Plantas Industriais e Participações, foi quem sugeriu a ele que "abrisse conta no exterior" para receber propinas da empresa no montante de 23 milhões de dólares entre 2008 e 2009.
Em nota, a empreiteira informou que "compreende a abertura do processo na Suíça para obtenção de maiores esclarecimentos, tendo em vista a grande repercussão do tema no Brasil, decorrente do vazamento de informações com interpretações distorcidas e descontextualizadas". A empresa afirma que "tem todo interesse em esclarecer o assunto, e reitera sua intenção de cooperar com as autoridades brasileiras e estrangeiras".

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