Oposição exige que Maduro repatrie US$ 350 bi depositados no exterior
Segundo o político opositor Roberto Enríquez, órgãos como o FMI, o BID e o Banco Mundial confirmaram que o montante de dinheiro tem procedência duvidosa
O número, segundo Enríquez, foi revelado em uma recente reunião com diretores do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial (BM) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). "Informaram-nos que a Venezuela não precisa se endividar porque há cerca de 450 bilhões de dólares [1,35 bilhão de reais] que venezuelanos têm depositados nos bancos internacionais, dos quais 350 bilhões de dólares são de procedência duvidosa", acrescentou o dirigente opositor.
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Enríquez acrescentou em seu texto que informou o presidente de seu país sobre o assunto "porque a corrupção não tem ideologia, partido político e nem pátria", mas que "Maduro não responde". O opositor disse que informou Maduro de que "esta era uma oportunidade para unir os venezuelanos em uma cruzada nacional pelo resgate desse dinheiro; por um feito de justiça social sem importar se é governo ou oposição".
Henrique Capriles, duas vezes candidato presidencial pela aliança partidária da oposição venezuelana, lembrou neste domingo, em entrevista à emissora Televen, que pessoas recentemente distanciadas de Maduro também denunciaram o caso. Jorge Giordani, ministro em diferentes pastas econômicas durante o governo do falecido presidente Hugo Chávez e também no de Maduro, "reconheceu que só funcionários encarregados da administração do controle estatal de divisas tinham roubado 25 bilhões de dólares (75 bilhões de reais)", ressaltou Capriles. A Justiça da Venezuela "deveria funcionar, agir, mas esta é uma Justiça totalmente podre que defende os privilégios dos que estão no poder", disse o líder opositor venezuelano.
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Superpoderes - Também neste domingo, a Assembleia Nacional venezuelana aprovou a concessão de superpoderes ao presidente Nicolás Maduro para governar seis meses por decreto nas áreas de segurança e defesa. A oposição crê que o presidente pode usar suas atribuições especiais para aumentar a repressão contra manifestantes civis, pois Maduro poderá ignorar os demais poderes para legislar sobre ameaças internas e externas.
Angel Medina, deputado do partido opositor Primeiro Justiça, descreveu a aprovação da chamada Lei Habilitante como "ultrajante". Em declarações ao jornal El Universal, ele ressaltou que a legislação de matérias penais é de responsabilidade da Assembleia Nacional. "Esta é uma arma que estão dando a Maduro contra aqueles que pensam de forma diferente. A Assembleia Nacional não pode delegar a sua competência em questões importantes como a soberania". Medina acrescentou que, ao permitir o presidente legislar sobre questões de soberania, há o grande risco de haver atitudes totalitárias e antidemocráticas como acontecem em Cuba, Rússia, China e Irã.
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