Acuado, governo baixa o tom e agora fala em 'humildade'
Sem o ministro Rosseto, cujo discurso beligerante marcou pronunciamento de domingo, Cardozo e Eduardo Braga enfatizam promessa de diálogo
Fora PT!'
Sem fazer mea culpa, governo repete promessas de 2013
O ministro também enfatizou a promessa de diálogo com todos os setores da sociedade, que já havia sido feita outras vezes pelo governo em momentos de crise. Segundo Cardozo, agora o compromisso é para valer. "A ideia do diálogo não é algo retórico. É algo real e substantivo. Nós queremos dialogar com todas as forças políticas para que possamos encontrar convergências", disse.
Apesar da mudança de tom, a autocrítica não veio. Cardozo sustentou, por exemplo, que a crise econômica atual se deu porque o governo promoveu medidas anticíclicas para evitar os efeitos da turbulência internacional sobre o Brasil. "Esse caminho foi absolutamente correto. Agora, há um momento em que se a economia não chega a um patamar que nós achamos que poderia ter chegado, temos que adequar às circunstâncias", disse Cardozo. Braga afirmou o mesmo, embora tenha dito que "só não erra quem não faz".
Cardozo e Braga distribuíram obviedades sobre temas importantes, como a reforma ministerial ("Quando e se a presidente se convencer de que tem de ter mudança, ela o fará", disse o ministro da Justiça) e o esforço do governo para acertar ("Há uma distância muito grande entre aqueles que querem acertar e aqueles que defendem a política do quanto pior melhor"), afirmou Eduardo Braga.
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