Estados Unidos pedem calma a manifestantes brasileiros
Governo americano disse que não se manifestará sobre causa dos protestos
Manifestantes seguem em
direção ao Aeroporto de Cumbica durante protestos na cidade de Guarulhos, nesta
sexta-feira (21) - Beto Martins/Futura Press
Veio dos Estados Unidos nesta sexta-feira um pedido de calma aos manifestantes que reivindicam mudanças no Brasil. "Nossa posição é clara, seja no Brasil ou em outros países do mundo: manifestações pacíficas fazem parte da democracia", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Patrick Ventrell. "Mas mesmo as manifestações ou eventos pacíficos podem desencadear confrontos e, possivelmente, violência".
Ventrell ressaltou que os Estados Unidos não vão se pronunciar sobre as causas dos protestos. "Eu não acho que estamos em posição de julgar o mérito", disse o porta-voz, acrescentando que cabe ao "povo brasileiro levantar as questões que lhe diz respeito".
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Além disso, a embaixada dos EUA no Brasil emitiu um alerta na quinta-feira
advertindo cidadãos americanos que viajem ao Brasil ou que aqui residam a
evitarem "os protestos e as áreas onde podem ocorrer grandes mobilizações".
Também os aconselha a acompanhar as notícias e programar suas atividades de
acordo com as informações sobre as manifestações programadas.
No início desta semana, o Departamento
de Estado americano havia dito que estava monitorando os
acontecimentos no Brasil, e que “manifestações pacíficas fazem parte do que é a
democracia”. Afirmara ainda que os brasileiros “estão expressando suas opiniões
e atraindo líderes governamentais para os temas que importam” para a
população.
A reivindicação inicial de redução da tarifa do transporte público foi atendida por várias prefeituras, sem aplacar os ânimos dos manifestantes. O leque de reclamações foi ampliado, a agora vai desde melhorias nos serviços públicos a críticas aos enormes custos de sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Na quinta-feira, houve confrontos entre policiais e manifestantes em várias cidades.
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