Breivik diz que atentados foram os mais espetaculares do século
Ultradireitista nega ser doente mental e declara 'orgulho' pela morte de 77 pessoas
Em sua declaração pelos atentados, nos quais morreram 77 pessoas, Breivik negou ser doente mental e demonstrou orgulho por sua ação.
Juiz leigo - O tribunal de Oslo decidiu nesta terça-feira substituir um dos juízes leigos ao declará-lo 'inábil' por ter pedido em uma rede social a pena de morte para o processado após os atentados de 22 de julho de 2011, nos quais morreram 77 pessoas.
A juíza principal, Wenche Elizabeth Arntzen, lembrou que aos juízes leigos, não letrados, também se aplica o artigo 108 do código sobre tribunais, que estabelece a proibição de exercer a função de juiz 'quando existem circunstâncias especiais que possam debilitar a confiança sobre sua habilidade'.
Arntzen acrescentou que quando foram nomeados os cinco juízes que compõem o tribunal todos haviam negado ter-se expressado publicamente sobre a culpabilidade ou não de Breivik.
O site Vepsen, que investiga temas relacionados a racismo e extrema-direita, informou hoje que um dos três juízes não letrados do tribunal publicara um dia depois dos atentados um artigo na página do diário 'VG' dizendo que a pena capital é 'o justo' neste caso.
O comentário foi feito com outro nome através de um perfil no Facebook, embora a foto e o e-mail vinculados a essa conta sejam os do juiz em questão.
A juíza principal, Wenche Elizabeth Arntzen, informou na abertura da sessão que o juiz leigo Thomas Indrebø confessara ser o autor do comentário.
Arntzen decidiu hoje suspender a audiência por meia hora para estudar o caso, depois que a Promotoria, a defesa e os advogados das vítimas dos atentados pediram o afastamento de Indrebø.
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