Bangu 8 abre exceções para banqueiro
André Esteves não teve os cabelos raspados, como ocorre com qualquer detento do sistema penitenciário. Sua mulher conseguiu uma autorização especial para vê-lo, não passou pela revista de raio-X nem teve de enfrentar a fila das visitas. O bacalhau do Antiquarius, seu almoço no sábado, também não foi vistoriado
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A mulher de Esteves conseguiu uma autorização provisória para fazer a visita, do próprio secretário da Seap, já que a carteira definitiva exige uma série de documentos que levam tempo para serem analisados. Em média 60 dias, e no mínimo 45. "Para um preso comum leva três meses com certeza", diz um agente penitenciário.
O banqueiro chegou a dar entrada no Presídio Ary Franco (para presos à disposição da Justiça Federal), na Zona Norte, e de lá seguiu para Bangu 8, na Zona Oeste, onde ganhou um kit higiênico (sabonete e papel higiênico). O procedimento de identificação só foi feito nesta segunda-feira, quando ele tirou a foto oficial com a camisa verde da Seap, obrigatória para todos os detentos. Já na cadeia, furou outra fila. Lá dentro, onde estão presos 138 pessoas - todos com diploma de terceiro grau ou devedores de pensão alimentícia - as celas individuais, de seis metros quadrados, são reservadas aos que estão há mais tempo encarcerados. Esteves, no entanto, conseguiu uma só para ele.
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