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Após tumulto no plenário, Cunha fala em punir 'deputados vândalos'

Presidente da Câmara classificou incidentes como 'desnecessários' e afirmou que votação secreta obedeceu as regras da Casa

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), durante sessão plenária de votação de projetos, nesta terça-feira (24), na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF)
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Reuters)
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu punição aos deputados que quebraram urnas eletrônicas e trocaram agressões durante a eleição da comissão especial do impeachment nesta terça-feira. Cunha disse também que a eleição obedeceu as regras da Câmara e que não há motivo para anular o processo.
"Houve incidentes desnecessários, quebradeiras, agressões. Alguma coisa tem que ser feita. Não se pode permitir que um tumulto dessa natureza afeta o processo legislativo normal. Se alguém tem alguma contestação há um foro apropriado para isso, mas jamais na forma da agressão, da depredação do patrimônio público", disse o peemedebista.
Cunha afirmou que as imagens ajudarão a identificar os responsáveis por danificar os computadores e por agressões verbais e empurrões. Eles serão alvo de representação. Assim que Cunha anunciou que a votação estava aberta, petistas correram para impedir que oposicionistas entrassem nas cabines montadas no plenário. Os deputados tentaram tirar à força os petistas que bloqueavam a entrada. Entre eles estavam Carlos Zarattini (SP) e Moema Gramacho (BA). A oposição passou a bater com as mãos nas cabines e chamou a Polícia Legislativa. A confusão se espalhou pelo plenário. Os deputados Paulinho da Força (SD-SP) e Maria do Rosário (PT-RS) discutiram na bancada. O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), também se envolveu no bate-boca.
Depois da derrota por 73 votos, 272 a 199, a base do governo agora aposta em recursos ao Supremo Tribunal Federal para suspender a escolha dos integrantes da comissão especial. Cunha, porém, afirma que cumpriu as regras da Casa (artigo 188 do regimento interno), que balizaram também eleições da Mesa Diretora, das comissões, dos ministros do Tribunal de Contas da União, integrantes do Conselho Nacional de Justiça.
"Estaremos abertos a cumprir a decisão, mas se houve alguma teria que ser do pleno e não paralisar o processo monocraticamente", disse. "O regimento foi cumprido e não vejo possibilidade de haver decisão que possa reverter isso. A votação aberta poderia dar motivo para barganha e pressões. E a eleição será aberta no pedido de impeachment que será por chamada nominal", continuou Cunha. "Foi eleita a chapa que teve mais votos, simples assim. Houve claramente uma disputa partidária interna, mais do que base contra governo. A mim não cabe comentar o resultado. Foi a expressão da maioria", afirmou.

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