Okamotto explica ajuda da OAS para guardar acervo de Lula
Presidente do instituto que leva o nome do petista foi denunciado por lavagem de dinheiro pela força-tarefa da Lava Jato

Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula (Carlos Vera/CEPAL/Divulgação)
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A OAS pagou por cinco anos, entre 2011 e 2016, um total de 1,3 milhão de reais para que os pertences do acervo – todo o tipo de presentes que Lula ganhou enquanto presidente – ficassem guardados em um depósito da empresa Granero.
A procuradoria da Lava Jato diz que esse montante foi quitado como “dívida de propinas” por favores obtidos em contratos da Petrobras. Okamotto rebateu a denúncia: “Propina do quê? Para mim nunca falaram que era propina, mas um pagamento para manter um acervo que teoricamente tem um patrimônio cultural. Acho, inclusive, que a OAS deveria ter reivindicado a Lei Rouanet porque é um material cultural, de interesse da sociedade”, disse ele.
Questionado sobre o motivo da escolha da OAS, Okamotto ironizou, dizendo que qualquer empresa poderia ter feito o serviço. “Porque foi o primeiro empresário que eu conhecia que vi ali na hora. Se fosse a Rede Globo, podia ter pedido para a Rede Glovo. Se tivesse sido o Pão de Açúcar, seria o Pão de Açúcar. Até tentamos outras alternativas, mas não achamos”, disse ele, que considerou as acusações da Lava Jato como “má fé” ou “desconhecimento”.
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