Pular para o conteúdo principal

Renan: Lava Jato tem de separar 'joio do trigo' e acabar com 'exibicionismo'

Presidente do Senado citou denúncia apresentada pelo MPF contra Lula.
Peemedebista disse que procuradores têm de fazer denúncias 'consistentes'.

 
 
 
Renan Calheiros critica a Lava Jato em entrevista no Senado (Foto: Gustavo Garcia / G1)Renan Calheiros critica a Lava Jato em entrevista no Senado (Foto: Gustavo Garcia / G1)
Alvo da Operação Lava Jato, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira (20) que os investigadores do esquema de corrupção têm de separar o "joio do trigo" e precisam “acabar com o exibicionismo”.
Em entrevista ao chegar ao Senado pela manhã, o peemedebista reclamou ainda que os procuradores da República responsáveis pela operação têm de fazer denúncias “consistentes”.
Ele usou como exemplo denúncia formalizada na semana passada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-primeira-dama Marisa Letícia.
 
LULA É DENUNCIADO
MPF diz que ele comandou a Lava Jato
Na ocasião, o coordenador da Lava Jato, o procurador da República Deltan Dallagnol, chamou Lula de "comandante máximo" do esquema de corrupção que agiu na estatal do petróleo.
A denúncia contra Lula abrange três contratos da OAS com a Petrobras e diz que foram pagos ao petista R$ 3,7 milhões em propinas. O ex-presidente, a ex-primeira-dama e outras seis pessoas foram acusados pelo MPF de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.
Na visão de Renan Calheiros, episódios como a denúncia apresentada contra Lula retiram “prestígio” da instituição. Ele defendeu que não se pode fazer denúncias por “mobilização política”.
“Eu acho que a Lava Jato é um avanço civilizatório, mas a Lava Jato tem a responsabilidade de separar o joio do trigo, acabar com esse exibicionismo, fazer denúncias que sejam consistentes. Acabar com o exibicionismo que nós vimos agora no episódio do ex-presidente Lula e vimos em outros episódios porque isso, ao invés de dar prestígio ao  Ministério Público, isso retira prestígio do Ministério Público”, disse.
O senador do PMDB deu a declaração após ter sido questionado por jornalistas sobre supostos pagamentos de propina para a campanha política da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer nas eleições presidenciais de 2014.
“É preciso fazer denúncias, claro, investigar, claro, mas fazer denúncias que tenham começo, meio e fim, que sejam consistentes, e não fazer denúncias por mobilização política, porque com isso o país perde, as instituições perdem também”, enfatizou.
Caixa dois
Questionado sobre a sessão da Câmara que tentou votar projeto que poderia anistiar políticos praticaram caixa 2, Renan Calheiros disse que não acompanhou as negociações para inclusão da proposta na pauta.
Para o presidente do Senado, é preciso uma “profunda” reforma política "Uma reforma que comece pela cláusula de barreira, passe pelo fim da coligação proporcional, e defina também regras transparentes para o financiamento de campanha" declarou.
Ele também fez uma crítica à tese de financiamento exclusivamente público das campanhas. "Temos mais de 30 partidos em funcionamento, mais de 530 mil candidatos disputando estas eleições. Imagine financiar esse número todo de candidatos com recurso público num momento em que o país precisa de recursos para saúde, educação, segurança e infraestrutura. Isso não seria bom”, afirmou.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Procurador do DF envia à PGR suspeitas sobre Jair Bolsonaro por improbidade e peculato Representação se baseia na suspeita de ex-assessora do presidente era 'funcionária fantasma'. Procuradora-geral da República vai analisar se pede abertura de inquérito para apurar. Por Mariana Oliveira, TV Globo  — Brasília O presidente Jair Bolsonaro — Foto: Isac Nóbrega/PR O procurador da República do Distrito Federal Carlos Henrique Martins Lima enviou à Procuradoria Geral da República representações que apontam suspeita do crime de peculato (desvio de dinheiro público) e de improbidade administrativa em relação ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). A representação se baseia na suspeita de que Nathália Queiroz, ex-assessora parlamentar de Bolsonaro entre 2007 e 2016, período em que o presidente era deputado federal, tinha registro de frequência integral no gabinete da Câmara dos Deputados  enquanto trabalhava em horário comerc...
Lula se frustra com mobilização em seu apoio após os primeiros dias na cadeia O ex-presidente acreditou que faria do local de sua prisão um espaço de resistência política Compartilhar Assine já! SEM JOGO DUPLO Um Lula 3 teria problemas com a direita e com a esquerda (Foto: Nelson Almeida/Afp) O ex-presidente  Lula  pode não estar deprimido, mas está frustrado. Em vários momentos, antes da prisão, ele disse a interlocutores que faria de seu confinamento um espaço de resistência política. Imaginou romarias de políticos nacionais e internacionais, ex-presidentes e ex-primeiros-ministros, representantes de entidades de Direitos Humanos e representantes de movimentos sociais. Agora, sua esperança é ser transferido para São Paulo, onde estão a maioria de seus filhos e as sedes de entidades como a CUT e o MTST.
Atuação que não deixam dúvidas por que deveremos votar em Felix Mendonça para Deputado Federal. NÚMERO  1234 . Félix Mendonça Júnior Félix Mendonça: Governo Ciro terá como foco o desenvolvimento e combate às desigualdades sociais O deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) vê com otimismo a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. A tendência, segundo ele, é de crescimento do ex-governador do Ceará. “Ciro é o nome mais preparado e, com certeza, a melhor opção entre todos os pré- candidatos. Com a campanha nas Leia mais Movimentos apoiam reivindicação de vaga na chapa de Rui Costa para o PDT na Bahia Neste final de semana, o cenário político baiano ganhou novos contornos após a declaração do presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça Júnior, que reivindicou uma vaga para o partido na chapada majoritária do governador Rui Costa (PT) na eleição de 2018. Apesar de o parlamentar não ter citado Leia mais Câmara aprova, com...