MPF denuncia oito pessoas no âmbito da Operação Hashtag
Ação foi deflagrada em julho por suspeita de um atentado terrorista durante os Jogos Rio 2016

Os terroristas criaram um canal de comunicação na internet que seria coordenado por um brasileiro e tem sido usado pelo Estado Islâmico para recrutar novos militantes jihadistas (VEJA/VEJA)
Eles vão responder pelos crimes de promoção de organização terrorista e associação criminosa. Alisson Luan de Oliveira, Leonid El Kadre de Melo, Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo, Israel Pedra Mesquita e Hortêncio Yoshitake também são denunciados por incentivo de crianças e adolescentes à prática de atos criminosos, e Leonid El Kadre de Melo ainda responde por recrutamento para organização terrorista.
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O MPF também pediu a prisão preventiva dos oito denunciados, além da aplicação de medidas alternativas aos outros seis investigados pela Operação Hashtag até o fim das investigações policiais. Um deles ainda teve o pedido de prisão temporária prorrogado.
A operação foi deflagrada depois que a Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal monitorou mensagens trocadas pelos suspeitas em redes sociais, especialmente via Telegram e Whatsapp, e identificou que o grupo fez uma espécie de “batismo”, de “juramento” ao Estado Islâmico, reproduzindo uma mensagem-padrão do grupo extremista. Os investigadores também detectaram que havia o risco real de que atos extremistas como o que cinquenta pessoas na boate Pulse, em Orlando, poderiam acontecer no Rio.
As ordens do grupo virtual “Defensores da Sharia” eram para adquirir armamento, treinar tiro ao alvo e iniciar ou ampliar treinamento em artes marciais. Um dos investigados entrou em contato, por e-mail, com um fornecedor de armas clandestinas no Paraguai, solicitando a compra de um fuzil AK-47. As mensagens trocadas entre o admirador do Estado Islâmico e o fornecedor de armas estão em poder dos investigadores.
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