Atentado mata 118 pessoas na região central da Nigéria
Dois carros-bomba explodiram em mercado de Jos; ninguém assumiu autoria, mas autoridades desconfiam que o grupo Boko Haram está por trás do ataque
Bombeiros tentam apagar chamas provocadas por explosões em mercado da Nigéria (AFP)
O primeiro artefato explosivo estava escondido em um caminhão, e o segundo, em um micro-ônibus, informou um porta-voz militar. De acordo com a polícia, as bombas explodiram com meia hora de diferença. Com isso, a segunda bomba atingiu várias pessoas que estavam ajudando as vítimas da primeira explosão.
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A hipótese de que o atentado tenha sido praticado pelo Boko Haram é preocupante: neste caso, o grupo terá expandido sua área de atuação além do nordeste do país, região onde ocorreram vários ataques nas últimas semanas. O grupo, que prega a imposição da sharia (lei islâmica) e abomina a educação ocidental, sequestrou em abril mais de 200 alunas na cidade de Chibok, no nordeste.
O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan condenou o ataque e afirmou que seus autores são “cruéis”.
“O governo se mantém totalmente comprometido em ganhar a guerra contra o terror, e essa administração não será intimidada pelas atrocidades cometidas pelos inimigos do progresso humano e da civilização”, disse, em comunicado divulgado pelo seu gabinete.
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Esforços - O presidente também anunciou que vai reforçar as medidas para combater os insurgentes, incluindo o envio de uma força internacional formada por tropas do Níger, Camarões, Chade e da própria Nigéria para patrulhar a região do lago Chade, uma das bases dos terroristas.
Também nesta terça-feira, o governo britânico anunciou que um avião espião que seria enviado para auxiliar nas buscas pelas estudantes sequestradas sofreu um problema técnico e teve que pousar no Senegal para reparos. O avião havia deixado a Grã-Bretanha no sábado para se juntar aos esforços internacionais contra o Boko Haram. Os EUA também enviaram aeronaves de vigilância para a Nigéria e Israel afirmou que despachou agentes de inteligência e negociadores para auxiliar nas buscas.
(Com agências EFE e Reuters)
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