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 Wagner teria dito a dirigentes do PR que aceita ser candidato a vice-presidente

Foto: Política Livre/Arquivo
Ex-governador Jaques Wagner
O ex-governador Jaques Wagner teria dito a dirigentes do PR que aceita ser candidato a vice de Josué Gomes na eleição presidencial, mas não topa de jeito nenhum assumir a cabeça da chapa, segundo a Coluna do Estadão. Na posição, acredita que a exposição seria menor.

Siglas abrem convenções com cenário indefinido

A quatro dias do início das convenções partidárias que definirão os candidatos à Presidência da República nas eleições 2018, o cenário de indefinição persiste na grande maioria das pré-campanhas. Presidenciáveis ainda negociam alianças e nenhuma das candidaturas consideradas competitivas, segundo as mais recentes pesquisas de intenção de voto, conseguiu definir o candidato a vice na chapa. A análise de políticos e cientistas políticos converge num ponto: vivemos uma eleição atípica, com um xadrez político bastante pulverizado – reflexo do desgaste dos principais partidos e da polarização PT-PSDB. Outros elementos apontados são a falta de poder de aglutinação do governo federal e a diminuição dos recursos para as campanhas com o fim do financiamento empresarial. Neste quadro, partidos e pré-candidatos têm deixado a definição das articulações para a última hora. Momento importante do calendário eleitoral, as convenções são reuniões de filiados e delegados das siglas para a oficialização das candidaturas e alianças partidárias. O PDT será a primeira legenda grande ou média a realizar convenção, na sexta-feira, quando vai anunciar a candidatura de Ciro Gomes. O ex-ministro e ex-governador do Ceará negocia um arco de alianças que vai do PCdoB ao DEM (incluindo agremiações do chamado Centrão, como PP e Solidariedade). Não deve ser anunciado, porém, nenhum acordo partidário nem o companheiro de chapa de Ciro. Leia mais no Estadão.
Estadão
17 de julho de 2018, 07:10

arso Genro sinaliza apoio a Boulos caso Lula não seja candidato nas eleições 2018

Foto: Divulgação
Tarso Genro
Em debate público realizado na noite desta segunda-feira, 16, em Porto Alegre, o ex-ministro e ex-governador gaúcho Tarso Genro defendeu o apoio do PT ao pré-candidato do PSOL à Presidência nas eleições 2018, Guilherme Boulos, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, não possa se candidatar. “Nós vamos defender que o PT lidere uma nova frente política e convide o companheiro Boulos para ser nosso candidato à Presidência da República”, disse Tarso durante debate denominado “Os Caminhos da Esquerda”, realizado no teatro da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Tarso foi aplaudido por uma plateia composta principalmente por militantes de partidos e movimentos sociais de esquerda. Tarso Genro disse que vem sinalizando desde outros debates seu apoio a Boulos. Para ele, o pré-candidato do PSOL representa “um espírito que a esquerda vinha perdendo” e que Boulos conseguiu constituir um “discurso de esperança”. O ex-ministro também criticou o PT por não discutir alternativas conjuntas de esquerda caso Lula não seja candidato. “Vários quadros do Partido dos Trabalhadores vamos propor Boulos para a Presidência, se o PT ousar a fazer uma discussão, que até agora essa discussão não foi feita”, afirmou. Em sua fala, Guilherme Boulos elogiou o que ele chamou de “generosidade e a coragem de Tarso Genro em construir pontes num momento que todo mundo está querendo dinamitá-las”. Da mesma forma, Boulos criticou a prisão do ex-presidente Lula e também pediu a unidade das esquerdas. “É necessário unidade. Unidade das forças democráticas, das forças de esquerda, em defesa da democracia e dos direitos sociais. Isso é um desafio histórico que está colocado para nós hoje”, disse.
Estadão

 Manuela D’Ávila coloca questão financeira como prioritária para MG

Foto: Reprodução / Facebook
Manuela D’Ávila
A pré-candidata à Presidência da República nas eleições 2018 Manuela D’Ávila (PCdoB) colocou a resolução da crise financeira como uma das prioridades de sua campanha para Minas Gerais. A presidenciável explicou sobre a necessidade de revisão da lei Kandir para resolver os problemas financeiros que atingiram o Estado. “A renegociação da Lei Kandir deve ser objeto de debate e interessa a diversos Estados. Aqui em Minas ainda tem mais capacidade de se investir”, afirmou a pré-candidata. A revisão da Lei Kandir é um dos pontos pleiteados pelo governador Fernando Pimentel (PT), pré-candidato ao governo do Estado. A lei determina a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o que teria provocado uma evasão dos recursos em Minas Gerais. De acordo com o governo estadual, Minas deixou de arrecadar R$ 135 milhões nos últimos 20 anos por conta da Lei Kandir. Em Belo Horizonte, Manuela D’Ávila compareceu ao lançamento da pré-candidatura a deputado federal do presidente do diretório estadual do PCdoB, Wadson Ribeiro. A pré-candidata do partido ao Senado, Jô Moraes também esteve presente no evento, que aconteceu em uma pizzaria na capital mineira.
Estadão
17 de julho de 2018, 06:50

Em culto, Meirelles recebe apoios de pastor e ministro de Temer

Foto: Daniel Teixeira / Estadão
Henrique Meirelles
Em culto com lideranças da Assembleia de Deus do Belém, na capital paulista, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) recebeu, nesta segunda-feira, 16, oração e apoio para sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições 2018. O presidente da igreja, pastor José Wellington Bezerra da Costa, chamou o presidenciável de “pai das finanças” e pediu aos fiéis que pensassem em votar nele nas eleições. “Irmãos, ao meu ver, ele é um candidato em potencial para ser o nosso futuro presidente da República”, afirmou o pastor, dizendo acreditar que, depois do pleito de outubro, o País vai dar um “salto” de desenvolvimento. Porém, após declarar apoio à candidatura de Henrique Meirelles à Presidência da República, o pastor disse duvidar da capacidade de o ex-ministro “decolar” na disputa. “Capacidade administrativa ele tem, já demonstrou, de finanças ele conhece tudo, de maneira que para o momento do Brasil seria o homem ideal. Agora, não sei se ele decola porque, você sabe, a política é muito dinâmica, né? Tem outros aí que são profissionais e estão nadando de braçada”, disse Bezerra da Costa ao Estadão/Broadcast. O pastor se aproximou de Meirelles durante o governo Temer. Quando o presidente foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o Bezerra da Costa revelou que pediu aos integrantes da bancada evangélica na Câmara para barrar a denúncia. Na entrevista, o líder religioso disse que Meirelles e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) são os dois presidenciáveis que “merecem atenção” na eleição de outubro. Convidado para um encontro de obreiros, do qual participam apenas homens com cargos na igreja, Meirelles subiu ao púlpito do templo ao lado do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Ronaldo Fonseca, que é membro da Assembleia de Deus. Após o discurso do pastor, o ministro Ronaldo Fonseca disse que, no meio dos evangélicos, os pastores não obrigam os fiéis a votar em ninguém, mas “orientam” sobre a melhor escolha. “Não é hora de aventura, não é hora de querer brincar com esse momento do nosso País”, disse Fonseca. O ministro destacou há outros pré-candidatos com “boas referências”, mas que Meirelles é um “xerife da economia” porque foi chamado pelo ex-presidente Lula, condenado e preso pela Operação Lava Jato, e pelo presidente Temer para cargos no Executivo.
Estadão

Acordo restringe horários mas mantém vigília pró-Lula

Foto: Miguel Schincariol
Ex-presidente Lula
Moradores do bairro Santa Cândida e militantes pró-Lula firmaram um acordo para a continuidade dos protestos no entorno do prédio da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde o ex-presidente está preso desde abril após condenação em segunda instância no caso do triplex do Guarujá. Em audiência de conciliação que durou quase quatro horas, ocorrida nesta segunda-feira, 16, integrantes do PT e da CUT se comprometeram em restringir os horários de manifestação, trânsito e reuniões na intitulada “Vigília Lula Livre”, assim como não utilizar caixas de som e fogos de artifício nos protestos. A partir de agora, as manifestações de “bom dia” e “boa noite” ao ex-presidente ocorrerão durante meia-hora pela manhã e à noite, excluídos os finais de semana, a cerca de cem metros do prédio da PF, e será excluído o “boa tarde”. Nas segundas e quintas-feiras, quando o petista recebe visitas de religiosos, da família e de amigos, o “boa noite” será estendido para duas horas. Fora desses períodos, as reuniões só poderão ocorrer em imóveis particulares. Também fica restrita a circulação de manifestantes pelo bairro fora desses horários. Nesta segunda, a assessoria da vigília informou que alugou mais um terreno a cerca de 10 metros da entrada da PF, onde serão montadas tendas para receber doações e para promoção de rodas de conversa do grupo. Ao todo, são quatro imóveis locados. Os outros servem como creche, cozinha e para reuniões. Além desses, há um acampamento intitulado Marisa Letícia, que abriga militantes de movimentos sociais durante a noite, mas, segundo PT e CUT, de responsabilidade dos próprios manifestantes. Semanalmente, passam pelos locais cerca de 150 pessoas, em caravanas alternadas de origem de todo o Brasil, segundo os líderes. O valor de locação dos imóveis não é informado e a origem da verba não é discurso unânime entre os coordenadores da vigília. Segundo a presidente da CUT-PR, Regina Cruz, o dinheiro é de doações pelo site “vigilialulalivre.pt.org.br”, no qual podem ser escolhidos valores que variam de R$ 25 a R$ 2 mil, em parcela única ou mensal. Ela afirma que, apenas no primeiro mês, o site recolheu cerca de R$ 500 mil. Já o presidente do PT do Paraná, Dr. Rosinha, afirma que a maior parte da verba e a responsabilidade pelos aluguéis é dos próprios militantes.
Estadão
16 de julho de 2018, 22:01



MP determina abertura de inquérito por injúria racial contra Ciro Gomes

Foto: Fabio Motta/Estadão
Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT
Em atendimento a uma representação do advogado Maurício Januzzi, o Ministério Público do Estado de São Paulo determinou ao Departamento de Polícia Civil da Capital (Decap), na quinta-feira, 12, a abertura de inquérito policial contra Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, pelo delito de injúria racial praticado contra o vereador Fernando Holiday (DEM-SP), ligado ao MBL. De acordo com o BR18, a representação se refere às declarações de Ciro sobre Holiday durante entrevista à rádio Jovem Pan, no dia 18 de junho. “Esse Fernando Holiday aqui é um capitãozinho do mato. Porque a pior coisa que tem é um negro usado, pelo preconceito, para estigmatizar”, disse Ciro na ocasião. “Não estamos mais no tempo em que racistas como Ciro são tolerados”, respondeu Holiday. “Ele fez uma referência pejorativa, pautada pela minha cor e atrelada à minha preferência política. É bizarro que um político não permita que um negro possa ter opinião e atuação política diversa da dele”.

Plataforma da Petrbras
Fachin mantém na prisão da Lava Jato ex-Petrobrás que repatriou propina de R$ 48 mi
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou seguimento – julgou inviável – ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus (RHC) 153695, por meio do qual a defesa do ex-gerente de Empreendimentos da Petrobrás Márcio de Almeida Ferreira buscava a revogação de sua prisão preventiva decretada na Operação Lava Jato. As informações foram divulgadas no site do Supremo. A prisão de Márcio Ferreira foi decretada em maio de 2017 pelo juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, no curso de investigação sobre o suposto pagamento de vantagens indevidas a gerentes da estatal petrolífera por duas empresas. O ex-Petrobrás foi preso na Operação Asfixia, fase 40 da Lava Jato. A prisão foi fundamentada no ‘risco de reiteração delitiva e na possibilidade da prática de atos para ocultar ou dissipar valores depositados no exterior’. Habeas corpus que buscavam a soltura do ex-gerente foram negados, sucessivamente, pelo Tribunal Regional da 4.ª Região e pelo Superior Tribunal de Justiça. A investigação mostra que o ex-gerente da petrolífera aderiu ao Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária. Segundo a Lava Jato 40, Márcio de Almeida Ferreira teria usado a lei ‘para fazer a regularização cambial de ativos no montante de aproximadamente R$ 48 milhões, que provavelmente têm origem nos crimes praticados em face da Petrobrás’. Em fevereiro deste ano, Márcio Ferreira foi condenado a uma pena de 10 anos e 3 meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, tendo sido mantida a prisão preventiva. No Supremo, a defesa afirmava que a quantia mantida por seu cliente no exterior ‘é proveniente de atividade lícita, não é objeto de bloqueio judicial e foi devidamente declarada em adesão ao programa de repatriação de ativos’. A defesa alegava que o Estado ‘tem meios legais para efetuar eventuais bloqueios de recursos e que os riscos de reiteração delitiva desapareceram em razão de sua aposentadoria e o consequente afastamento das atividades na Petrobrás’. Segundo Fachin, o entendimento do Supremo ‘é no sentido da prejudicialidade do recurso em razão da superveniência de sentença condenatória contra o réu, lembrando nesse sentido o julgamento do HC 143333 (Antônio Palocci) pelo Plenário’. O relator observou, ainda, ‘não haver ilegalidade ou abuso no decreto prisional que justifique a concessão da ordem de ofício’. O ministro assinalou que o juízo de primeira instância manteve a prisão preventiva de Márcio Ferreira porque, na ação penal, teria ficado comprovado o cometimento de novo crime de lavagem de dinheiro por meio de adesão ao programa de repatriação de ativos (Lei 13.254/2016). Segundo a sentença, o condenado teria utilizado o programa para conferir aparência de licitude a valores depositados em contas secretas no exterior. Os atos em questão, observou Fachin, teriam persistido até dezembro de 2016, quando as investigações na Lava Jato já eram amplamente conhecidas. “A reiteração criminosa, sobretudo durante o curso aprofundado das investigações, confere credibilidade ao apontado risco concreto de novos delitos”, afirmou o ministro. “Persiste, de modo atual, o fundado receio de que o produto do cogitado crime antecedente de corrupção seja alvo de novos atos de lavagem, o que revela a presença de ameaça à ordem pública, requisito autorizador da custódia preventiva”. O ministro destacou ainda que a prisão preventiva foi decretada em maio do ano passado e que a sentença condenatória foi dada em fevereiro de 2018, em ação penal na qual foram imputados diversos crimes a seis acusados. Para Fachin, diante da complexidade do caso, o processo apresenta tramitação adequada. “Atualmente, a ação penal encontra-se em fase de processamento de recursos de apelação, o que também indica o regular prosseguimento processual”.

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