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Insistir em Wagner como plano B ao Planalto é loucura: o PT precisa dele no Senado
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O ex-governador Jaques Wagner é citado com frequência como um eventual substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial. O petista rechaça a ideia de plano B e, por mais que apareça eventualmente falando sobre o PT apoiar outro candidato, é um homem de partido. Por essa razão, não deve ser compelido a disputar o Palácio do Planalto ou do Jaburu.

Wagner é um nome certo na Bahia para ser eleito senador na chapa de Rui Costa. Saiu do governo em 2014 bem avaliado, fez um sucessor que venceu no primeiro turno e que avalizou todo o trabalho dele. O ex-governador é um ás na política. Como brincava o deputado estadual Sargento Isidório, os olhos azuis de Wagner costumavam encantar e dificilmente alguém diria não para o ex-morador do Palácio de Ondina.

A trajetória dele, inicialmente marcada por percalços nas tentativas de ser prefeito de Camaçari e governador da Bahia, é um caso de persistência na política, tal qual o ex-presidente Lula. Entretanto, Wagner nunca foi atingido em cheio por denúncias de corrupção ou por respingos da Operação Lava Jato. No máximo apareceu na Operação Cartão Vermelho, porém sem grandes repercussões frente à população. Tal condição o coloca como franco favorito ao Senado e uma cadeira garantida para o PT na casa mais amadurecida do Congresso Nacional.

E o Partido dos Trabalhadores necessita de um articulado defensor do legado de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff – que, inclusive, pode estar ao lado dele na Câmara Alta. Com passagens exitosas por ministérios no auge da crise dos governos Lula e Dilma, e com a marca de dar sobrevida às articulações com o Congresso Nacional da presidente antes de seu impeachment, Wagner é um senador necessário. Suas passagens anteriores pela Câmara dos Deputados o credenciaram para circular sem grandes problemas entre os nomes relevantes do parlamento brasileiro.

Mesmo que as urnas em outubro não determinem que um aliado do PT volte ao Palácio do Planalto – possibilidade bem real, diga-se –, o ex-governador da Bahia se tornaria facilmente um personagem importante para a reestruturação do partido em Brasília. Afinal, são poucos os nomes petistas com tamanho trânsito dentro da base aliada e até mesmo com interlocução com eventuais adversários políticos, vide o exemplo que Wagner dava à época em que ex-deputado federal Luís Eduardo Magalhães estava vivo.

O carioca mais baiano da política está longe de ser um coelho na cartola. E será mais útil no Senado do que em uma arriscada incursão por uma candidatura pantanosa tendo o Palácio do Planalto como alvo. Em time que tem tudo para ganhar, vale a pena mexer?

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