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Tropa de Choque em presídios pode detonar rebeliões, diz sindicato

Sem conseguir evitar entrada da PM, agentes penitenciários abandonaram seus postos

 
 

Policiais da Tropa de Choque em frente ao CDP do Belém, na zona leste de São Paulo - Clayton de Souza/Estadão
 
Policiais da Tropa de Choque em frente ao CDP do Belém, na zona leste de São Paulo
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - O presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), Daniel Grandolfo, alertou nesta quinta-feira, 20, para o risco de rebeliões nos presídios em que a Tropa de Choque da Polícia Militar entrou para cumprir a transferência de presos.
Sem conseguir evitar a entrada da tropa, os agentes que fazem a segurança dos raios abandonaram seus postos, deixando para a PM a responsabilidade de fazer a remoção dos presos das viaturas para os raios onde estão as celas.
"Há um risco iminente de haver rebeliões ainda nesta quinta com a entrada da PM nas unidades", afirmou Grandolfo. "Todos sabem que os presos não suportam a entrada da Tropa de Choque nos raios. Isso é suficiente para que eles quebrem a cadeia. A PM foi alertada disso. Depois não venham culpar os grevistas pelas rebeliões", completou o sindicalista.
Em diversas unidades da capital e do interior foram registrados incidentes entre grevistas e PMs da tropa de choque.A Tropa conseguiu entrar nas unidades do Belém, na capital; de Hortolândia e de Caiuá, na região de Presidente Prudente; além de Mogi das Cruzes e Capela do Socorro. Neste momento, a Tropa se concentra na entrada dos presídios de Jundiaí e de Taubaté.


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