Cronologia do desaparecimento do voo MH370
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Desaparecimento
Mulher chora enquanto fala ao celular em busca de informações de um parente que estava no avião da Malaysia Airlines
No dia 7 de março, a companhia aérea Malaysia Airlines comunicou que havia
perdido o contato com o voo MH370, que decolou do aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, com destino à capital chinesa Pequim. O anúncio foi feito após as autoridades do Vietnã confirmarem que o avião não se encontrava mais em seu espaço aéreo, onde o piloto trocou a última mensagem com os controladores. Segundo o relato inicial da empresa, o Boeing B777-200 transportava 239 pessoas de treze nacionalidades, sendo 227 passageiros, incluindo dois menores de idade, e doze tripulantes.
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Desaparecimento
Mulher chora enquanto fala ao celular em busca de informações de um parente que estava no avião da Malaysia Airlines
No dia 7 de março, a companhia aérea Malaysia Airlines comunicou que havia
perdido o contato com o voo MH370, que decolou do aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, com destino à capital chinesa Pequim. O anúncio foi feito após as autoridades do Vietnã confirmarem que o avião não se encontrava mais em seu espaço aéreo, onde o piloto trocou a última mensagem com os controladores. Segundo o relato inicial da empresa, o Boeing B777-200 transportava 239 pessoas de treze nacionalidades, sendo 227 passageiros, incluindo dois menores de idade, e doze tripulantes.
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Mobilização internacional
Painel de informações no aeroporto de Kuala Lumpur na Malásia exibe a mensagem: "Oremos pelo voo MH370"
Após especialistas indicarem que o desaparecimento do avião configurava um “mistério sem precedentes” na história da aviação mundial,
três países se uniram para buscar qualquer vestígio deixado pela aeronave. Equipes de salvamento da Malásia, China e Vietnã deram início a uma operação no Mar da China Meridional para verificar se a aeronave havia se acidentado no oceano. Sem obter resultados, as autoridades começaram a divulgar informações desencontradas sobre o paradeiro do avião. A Marinha vietnamita chegou a dizer que a aeronave tinha caído próximo do litoral da ilha de Tho Chu, no sul do país, mas foi desmentida horas depois.
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Passaportes roubados
Hugh Dunleavy (esq.) e Ignatius Ong, representantes da Malaysia Airlines, falam sobre o desaparecimento do voo MH370,
As primeiras teorias de que um atentado terrorista poderia ter provocado o desaparecimento do avião tiveram início com a confirmação de que dois passageiros haviam embarcado com
passaportes roubados. Os documentos de um italiano e um austríaco que estavam na listagem dos passageiros que embarcaram em Kuala Lumpur haviam sido furtados na Tailândia, em 2012. Posteriormente, as autoridades
identificaram que os suspeitos eram iranianos e não tinham feições asiáticas. Em um momento constrangedor, o chefe do Departamento de Aviação Civil da Malásia disse que os homens se pareciam com o jogador da seleção italiana de futebol Mario Balotelli.
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Especulações
Imagem obtida por autoridades do Vietnã revela um vazamento de óleo no oceano - mancha não tinha ligação com avião desaparecido
Além de levantarem hipóteses divergentes sobre o que teria acontecido com o avião, as autoridades envolvidas na busca pareciam não se entender durante a operação de salvamento. Oficias do Vietnã disseram que haviam encontrado destroços no meio do oceano, mas representantes da Malásia
negaram a informação. Os vietnamitas voltaram a declarar que um
objeto amarelo, semelhante a um bote, tinha sido localizado por suas patrulhas. Mas, novamente, a Malásia descartou a veracidade da informação. Frente à dificuldade em fornecer respostas concretas às famílias dos desaparecidos, o governo chinês cobrou da Malásia um posicionamento imediato sobre o incidente, o que irritou as autoridades do país envolvidas nas buscas. Uma mancha de óleo também foi avistada no mar, mas não tinha relação alguma com a aeronave.
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Terrorismo descartado
Fotos divulgadas pela polícia da Malásia mostram os dois passageiros que embarcaram com passaportes roubados no voo MH370 da Malaysia Airlines
A
Interpol (polícia internacional) convocou uma coletiva de imprensa para descartar a hipótese de que os dois iranianos que embarcaram no avião com passaportes falsos tivessem cometido qualquer ato terrorista contra o voo MH370. Segundo a chefia-geral da Interpol, os dois iranianos seriam imigrantes ilegais.
As autoridades destacaram outras quatro áreas de investigação que tratam da possibilidade da tragédia ter sido causada pelo fator humano: sequestro, sabotagem e problemas psicológicos ou pessoais envolvendo passageiros ou tripulantes. O diretor da CIA, John Brennan, no entanto, afirmou que não tinha provas suficientes para descartar um atentado terrorista.
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Celulares das vítimas tocam
Familiar de passageiro do voo da Malaysia Airlines chora ao telefone no aeroporto de Kuala Lumpur
As declarações de familiares que estavam ligando para os
celulares das vítimas e recebendo toques de chamada ajudaram a ampliar o leque de teorias conspiratórias em torno do desaparecimento do avião. Adicionando mais um elemento intrigante, outras pessoas afirmaram que o status dos passageiros no QQ – um aplicativo chinês similar ao WhatsApp – segue como online.
O novo desdobramento enfureceu os familiares, que diziam ser ignorados ao pedir para as autoridades rastrearem a localização dos telefones. A medida, no entanto, não seria eficaz, pois os celulares só estavam ativos devido a uma falha técnica que acontece em algumas redes de telefonia e aparelhos, que emitem sinal de que o telefone estaria tocando enquanto, na verdade, estão procurando a última localização em que o celular estava ativo. Por isso, quem liga tem a sensação de que o telefonema chamou diversas vezes, mas o telefone que deveria receber a ligação não tocou necessariamente – era apenas a rede de telefonia procurando o aparelho.
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Mulher já tinha viajado na cabine com copiloto
Parente de passageiro a bordo do avião da Malaysia Airlines espera por notícias no aeroporto de Kuala Lumpur
O copiloto do avião desaparecido, Fariq Abdul Hamid, levou
jovens desconhecidas para a cabine de uma aeronave em uma viagem realizada em 2011. Uma das garotas convidadas disse a um programa de TV da Austrália que Hamid e um colega fumaram cigarros e posaram para fotos com ela e uma amiga – algumas das quais foram exibidas no ar. Em nota, a Malaysia Airlines informou que "tomou nota das alegações feitas contra o primeiro oficial Fariq Abdul Hamid, que levamos muito a sério". "Estamos chocados com essas alegações", acrescentou a companhia no comunicado.
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Satélite chinês capta imagens misteriosas
Imagens de um satélite chinês mostram destroços que podem ser da aeronave do voo MH370 da Malaysia Airlines
Após
cinco dias de buscas, quinze países que operam satélites de observação, entre eles, Estados Unidos, países da União Europeia, Japão, Índia, Argentina e Brasil, passaram a auxiliar no resgate do avião com imagens obtidas do espaço. Em fotografias divulgadas pela China,
três grandes peças que poderiam ter se despregado da fuselagem da aeronave desaparecida eram vistas em meio ao Mar da China Meridional. Com a repercussão em torno das imagens, o governo da Malásia enviou equipes de salvamento para o local indicado pelo satélite chinês, mas
não conseguiu encontrar nenhum sinal de destroços flutuando na região.
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Tranquilidade a bordo
Equipes de busca de vários países utilizam aviões para vasculhar os mares entre a Malásia e Vietnã
Teorias de que o avião teria mudado de rota devido a problemas técnicos passaram a ser descartadas após a revelação da
última mensagem de rádio emitida pelo piloto do avião aos controladores de voo. “Tudo bem, entendido”, foi a mensagem de rádio enviada pelo comando da aeronave, de acordo com autoridades da Malásia.
Especialistas americanos passaram a trabalhar em outra linha de investigação com base em informações enviadas automaticamente pelos motores do Boeing 777-200 à fabricante Rolls-Royce. Segundo o
The Wall Street Journal, a Rolls-Royce recebeu downloads de dados sobre o funcionamento dos motores, além da altitude e velocidade das aeronaves como parte de seus acordos de manutenção e monitoramento com as companhias aéreas. Os dados indicariam que o avião teria
voado por mais quatro horas após o último contato com as autoridades. A Malásia, no entanto, negou a veracidade da informação.
Se comprovada, a teoria dos americanos invalidaria o depoimento de um funcionário que trabalha em uma plataforma de petróleo ao sudeste do Vietnã. O cidadão neozelandês Michael Jerome McKay enviou um e-mail para autoridades de controle aéreo do Vietnã dizendo que viu um
avião queimando numa “altitude alta”.
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